novembro 3, 2026

012 News | O portal de notícias do Vale do Paraíba e Litoral Norte

O conceito da 012 News é informar e entreter nossos telespectadores e ouvinte.

Trabalhadores da MWL de Caçapava realizam novo protesto por salários atrasados

Os metalúrgicos da MWL de Caçapava fizeram novo protesto, na manhã desta quarta-feira (6), em reivindicação aos salários atrasados. Os trabalhadores estão em greve desde o dia 6 de maio.

mwl-greve-caçapava-capa
Funcionários da MWL protestam contra salários atrasados. Foto: Reprodução/ Roosevelt Cássio/ Sindmetal

Segundo informações do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos (SindMetalSJC), a direção da MWL não se pronunciou sobre o ato. Durante a manifestação, os metalúrgicos demonstraram a frustração diante das irregularidades cometidas pela empresa. A fábrica permanece completamente parada e sem energia elétrica, por falta de pagamento da conta.

Participe do nosso grupo de WhatsApp e receba as principais notícias do Vale do Paraíba e Litoral Norte

O julgamento da ação movida pelo Sindicato no Tribunal Regional do Trabalho da 15ª região, que estava previsto para esta quarta-feira foi adiado. Ainda não há uma nova data para a audiência.

“Com esse ato, reforçamos a necessidade de manter a luta e a mobilização dos trabalhadores e de toda a sociedade. Não podemos esquecer o que a MWL está fazendo com esses pais e mães de família”, disse o assessor sindical Edson Cruz.

Na calada da noite

Na noite de 28 de junho, os operários surpreenderam a MWL tentando retirar mercadoria de dentro da fábrica. Eles bloquearam a saída de três caminhões carregados com rodas de aço para trens.

Os veículos levavam cerca de 200 rodas, carga que tem valor aproximado de R$ 5 milhões. Após a mobilização, os caminhões foram liberados, no dia 29. O Sindicato, ao lado dos operários, exige que o lucro proveniente dessa carga seja direcionado ao pagamento dos salários atrasados.

Histórico

A greve na MWL começou no dia 6 de maio, após a empresa atrasar os salários de abril. A partir de então, o Sindicato organizou diversas mobilizações para defender os direitos dos metalúrgicos diante do descaso da fábrica, administrada por empresários chineses.

No dia 6 de junho, a empresa demitiu cerca de 60 trabalhadores. Mas o Departamento Jurídico do Sindicato conseguiu cancelar as demissões, que seguem suspensas pela Justiça.