outubro 23, 2026

012 News | O portal de notícias do Vale do Paraíba e Litoral Norte

O conceito da 012 News é informar e entreter nossos telespectadores e ouvinte.

Trabalhadores da MWL, de Caçapava, mantêm greve após suspensão de demissões

Em assembleia realizada na manhã desta segunda-feira (20), os trabalhadores da MWL, de Caçapava, decidiram manter a greve que já dura 46 dias, mesmo após a suspensão das aproximadamente 60 demissões.

MWL-greve-capa
Foto: Reprodução/ Sindmetal

Na última quarta-feira (15), o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 15ª região suspendeu as demissões que aconteceram durante a greve que cobra o pagamento dos salários. A decisão deu-se a partir do pedido do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região.

Participe do nosso grupo de WhatsApp e receba as principais notícias do Vale do Paraíba e Litoral Norte

Ainda assim, os metalúrgicos decidiram manter a greve até o dia 6 de julho, quando está previsto o julgamento da ação movida pelo Sindicato no TRT. Além disso, o acampamento na portaria da fábrica também será mantido.

As demissões aconteceram no dia 6 de junho, um mês após o início da greve contra os atrasos. A decisão, do desembargador Lorival Ferreira dos Santos, afirma que os trabalhadores, “ao exercer o direto de greve pelo atraso no pagamento dos salários, (…) têm a situação agravada com a dispensa por abandono de emprego, ou seja, a máxima penalidade aplicada ao contrato, com a maior restrição dos direitos trabalhistas”.

A suspensão das demissões na MWL também foi baseada na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF), surgida após ação movida pelo Sindicato contra a Embraer em 2009, que determina que haja negociação com o representante dos trabalhadores antes de dispensas coletivas.

Greves e manifestações contra a MWL

A greve na MWL, em Caçapava, começou no dia 6 de maio, após a empresa atrasar os salários de abril. A partir de então, o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região organizou mobilizações para defender os direitos dos trabalhadores.

Com a decisão do TRT de suspender as demissões e a manutenção da greve dos trabalhadores, os protestos pela regularização dos salários ganha força.

“Queremos garantia de que a empresa vai passar a honrar todos os seus compromissos. Ela deve isso aos trabalhadores, ao Sindicato e à cidade”, afirma o presidente em exercício do Sindicato, Valmir Mariano.