agosto 20, 2026

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Morre Lindomar Castilho, cantor conhecido como o “Rei do Bolero”, aos 85 anos

O cantor Lindomar Castilho, um dos nomes mais populares da música brega e bolero no Brasil, morreu aos 85 anos neste sábado (20). A informação foi confirmada por meio de uma publicação nas redes sociais feita por sua filha, Lili De Grammont.

Imagem: Reprodução

Dono de grande sucesso nas décadas de 1960 e 1970, Lindomar ficou nacionalmente conhecido como o “Rei do Bolero”, título conquistado graças à forte presença nas paradas musicais e à popularidade junto ao público.

Carreira marcada por sucessos

No auge da carreira, especialmente nos anos 70, Lindomar Castilho se consolidou como um dos artistas mais ouvidos do país. Canções como “Você É Doida Demais” e “Entre Tapas e Beijos” se tornaram clássicos do gênero e ajudaram a moldar o cenário da música popular romântica brasileira.

A combinação de letras passionais e interpretação intensa fez do cantor uma figura central do movimento brega, com milhões de discos vendidos e presença constante em programas de rádio e televisão.

Crime que mudou sua trajetória

A trajetória artística de Lindomar passou a ser acompanhada por episódios policiais a partir do início dos anos 1980. Em 1981, o cantor matou a tiros a ex-esposa, a também cantora Eliane de Grammont, durante uma apresentação no Café Belle Époque, em São Paulo.

De acordo com os registros do caso, Lindomar entrou no local e efetuou cinco disparos contra a vítima, que se apresentava ao lado do violonista Carlos Randall. O crime teve grande repercussão nacional.

Julgamento histórico

O julgamento ocorreu em 1984, no Palácio da Justiça, em São Paulo, e entrou para a história do Judiciário brasileiro. A defesa foi conduzida pelo advogado Waldir Troncoso Peres, enquanto a acusação contou com Márcio Thomaz Bastos, que anos depois ocuparia o cargo de Ministro da Justiça.

Segundo o processo, o crime teria sido motivado por ciúmes, com agravantes relacionados ao alcoolismo do cantor. O episódio marcou definitivamente a imagem pública de Lindomar Castilho, dividindo sua história entre o sucesso musical e um dos casos criminais mais emblemáticos envolvendo artistas no Brasil.