Mercado reage negativamente à fala de Lula sobre revogação do teto de gastos
Durante a posse presidencial no último domingo (1º), à fala do presidente Lula sobre a revogação do teto de gastos causou impacto negativo no mercado financeiro.
“O SUS é provavelmente a mais democrática das instituições criadas pela Constituição de 1988. Certamente por isso foi a mais perseguida desde então, e foi, também, a mais prejudicada por uma estupidez chamada teto de gastos, que haveremos de revogar”, disse Lula.
Entre analistas de mercado, a incerteza está em torno de gastos excessivos, que acarretaria em uma inflação.

O ministro da fazenda, Fernando Haddad, se comprometeu a enviar, ainda no primeiro semestre, a proposta de uma nova regra em substituição ao teto de gastos. Haddad prometeu nova âncora fiscal e responsabilidade durante o governo.
Haddad chamou integrantes do governo anterior de “irresponsáveis” por contrariar a recomendação de técnicos em atos na política econômica no ano passado e falou em “reconstruir a casa”. Ele disse que é preciso fazer o país voltar a crescer com sustentabilidade e responsabilidade, citou o combate à inflação e prioridade social.
Analistas do mercado financeiro, porém, observaram com otimismo a assinatura da medida para manter isenção do imposto sobre os combustíveis no país por mais 60 dias.
Anteriormente, o ministro Haddad havia acordado com o então ministro Paulo Guedes, do governo de Jair Bolsonaro, para que o imposto fosse anulado por mais 30 dias.
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O decreto assinado por Lula, que determinou que os ministros tirem as empresas Petrobras, Correios e EBC (Empresa Brasil de Comunicação) de programas de privatização provocou reações diretas na Bolsa de Valores.
Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, despencou 3,06%, aos 106.376,02 pontos — o índice caiu, principalmente, pela desvalorização das ações da Petrobras (queda de 6,45% da PETR4 e de 6,46% da PETR3).
O dólar fechou nesta segunda-feira (2) o primeiro pregão do ano em alta de 1,51%, cotado a R$ 5,36.
