setembro 11, 2026

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São José dos Campos: Tarcísio cumpre agenda na cidade, defende investigação sobre Banco Master e diz que ninguém está acima da lei

O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendeu nesta sexta-feira (11) uma investigação ampla sobre o caso Banco Master e afirmou que o mesmo princípio deve ser aplicado às apurações que envolvem o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).

A declaração foi dada durante uma entrevista coletiva em São José dos Campos. Tarcísio afirmou que “ninguém, absolutamente ninguém, está acima da lei” e disse defender transparência nas investigações.

O caso Banco Master reúne investigações da Polícia Federal sobre suspeitas de fraudes financeiras, lavagem de dinheiro e outras possíveis irregularidades relacionadas à instituição, controlada pelo banqueiro Daniel Vorcaro.

As apurações fazem parte da Operação Compliance Zero e envolvem operações financeiras realizadas pelo banco.

Imagem: Reprodução

O caso também ganhou repercussão no cenário político após as investigações alcançarem relações de Vorcaro com políticos e autoridades. Entre os desdobramentos está uma investigação envolvendo Flávio Bolsonaro, que nega ter cometido irregularidades.

Parte dos documentos relacionados ao caso foi tornada pública recentemente por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

Questionado sobre as investigações e sobre a participação de pessoas ligadas a diferentes instituições, Tarcísio afirmou que os fatos devem ser esclarecidos e que os procedimentos precisam ocorrer com transparência.

“Qual é o nosso desejo? Que tudo venha às claras. Veja, o Master é um grande escândalo nacional, um grande problema. As pessoas estão exaustas. Existe no Brasil uma situação de exaustão ética, as pessoas estão descrentes da política e, quanto mais transparência a gente tiver, melhor”, afirmou.

O governador também defendeu a divulgação de informações que integram investigações policiais e inquéritos, desde que observados os procedimentos legais.

“Aquilo que está hoje, que faz parte dos inquéritos, que foi investigado pela polícia, tem que virar público. As pessoas têm que saber o que aconteceu. A República tem que ser passada a limpo”, disse.

Tarcísio diz que regra deve valer para Flávio Bolsonaro

Ao ser questionado especificamente sobre a investigação envolvendo Flávio Bolsonaro, Tarcísio afirmou que o mesmo princípio deve ser aplicado: diante de suspeitas, as autoridades devem investigar os fatos.

“Tudo tem que ser passado a limpo. Eu defendo transparência absoluta. O que a gente tem falado? Ninguém, absolutamente ninguém, está acima da lei. Ninguém está acima da Constituição. Isso vale para todo mundo”, declarou.

Segundo o governador, a defesa da investigação também se aplica ao STF. Ele afirmou que a Corte não deveria atuar para proteger integrantes, mas para permitir que eventuais fatos sejam apurados.

“Isso vale, por exemplo, para o Supremo. O Supremo não pode se unir para se defender. O Supremo tem que se unir para investigar”, afirmou.

Tarcísio citou ainda outros casos e pessoas ao defender que o princípio de investigação seja aplicado de maneira geral.

“Isso vale para todo mundo. Isso vale para o Flávio, isso vale para o Lulinha, isso vale para o Careca do INSS, isso vale para o Master”, disse.

Governador afirma que aguarda resultado das apurações

Sobre Flávio Bolsonaro, Tarcísio afirmou que o senador já apresentou seus esclarecimentos e que deverá responder a eventuais novos questionamentos caso surjam informações adicionais.

“Flávio tem dado os esclarecimentos dele e, se aparecer alguma coisa nova, tenho certeza que ele vai estar pronto para dar esclarecimento”, afirmou.

Questionado se manteria seu apoio político a Bolsonaro caso novas investigações apontassem eventual envolvimento de aliados, Tarcísio disse que prefere aguardar o avanço das apurações.

“Acredito que ele não esteja (envolvido) e vamos esperar as investigações. Ele tem dado os esclarecimentos dele e tem muita coisa que precisa ser passada ali”, declarou.

Ao final, o governador voltou a defender que eventuais responsabilidades sejam definidas a partir das investigações.

“Todo mundo, absolutamente todo mundo, tem que responder pelos seus atos. Ninguém está acima da lei. Ninguém está acima da Constituição. Não é uma questão de escolher quem investigar. É uma questão de investigar. E aquilo que tiver que ser responsabilizado, que seja responsabilizado”, afirmou.