agosto 20, 2026

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Lagoinha: homem é condenado a 66 anos de prisão por matar ex-patrão e estuprar menina de 11 anos

O júri popular realizado nesta terça-feira (18), em São Luiz do Paraitinga, condenou Edcarlos Oliveira Rocha a 66 anos, 2 meses e 16 dias de prisão, em regime inicial fechado, pela morte do ex-patrão e pelo estupro de uma menina de 11 anos, em Lagoinha.
A decisão inclui condenações por homicídio qualificado — por motivo fútil, meio cruel e uso de recurso que impediu a defesa da vítima — além de sequestro, cárcere privado e estupro de vulnerável.

Imagem: Reprodução

Sessão longa e depoimentos decisivos

O julgamento começou às 9h e foi concluído por volta das 20h30. Durante todo o dia, o réu foi interrogado, e testemunhas — incluindo uma das vítimas — prestaram depoimento que ajudou a formar o entendimento dos jurados.

Acusação comemora decisão

O advogado de acusação, Flávio Bonafé, que representou a família, afirmou em nota que a sentença “representa a aplicação plena da Justiça”.
Segundo ele, o trabalho conjunto com o Ministério Público permitiu apresentar aos jurados “cada detalhe dos fatos”, reforçando a gravidade dos crimes. Bonafé afirmou ainda que a condenação traz “um mínimo de conforto à família” e envia uma mensagem clara de que crimes violentos não ficarão impunes.

Prisão e investigação

Edcarlos foi preso uma semana após o ataque, em fevereiro de 2023, durante um cerco policial na zona rural de Lagoinha. Ele já era investigado por homicídio, roubo, estupro de vulnerável, sequestro e cárcere privado, todos com agravantes ligados à crueldade e à impossibilidade de defesa das vítimas.

Em abril de 2023, a Justiça decretou a prisão preventiva do réu até o julgamento. A investigação também levou à quebra de sigilo bancário de Edcarlos e de uma mulher apontada como possível cúmplice.

Júri adiado

O júri estava inicialmente marcado para 21 de outubro, mas teve de ser remarcado para 18 de novembro após um dos jurados informar que conhecia o filho de uma das vítimas — o que poderia comprometer a imparcialidade do processo.