Jô Soares morre em São Paulo aos 84 anos
Morreu na madrugada desta sexta-feira (5) o apresentador, ator, escritor, diretor e humorista Jô Soares, aos 84 anos. O apresentador estava internado desde o dia 28 de julho no Hospital Sírio-Libanês, na região central de São Paulo, onde deu entrada para tratar de uma pneumonia.

A causa da morte não foi divulgada. O enterro e velório serão reservados à família e amigos, em data e local ainda não informados.
A informação foi confirmada por sua ex-mulher Flavia Pedras nas redes sociais. Em sua homenagem ao ex-companheiro, Flavia Pedras agradeceu Jô pelas risadas e declarou amor eterno.
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Considerado um dos maiores humoristas do Brasil, apresentou o “Programa do Jô”, exibido na TV Globo de 2000 a 2016, programa esse que teve início em 1987 no SBT com o nome de “Jô Soares onze e meia”, onde rendeu mais de 6 mil entrevistas.
A estreia na TV aconteceu em 1958. Naquele ano, participou do programa “Noite de gala” e passou a escrever para o “TV Mistério”, que tinha no elenco Tônia Carreiro e Paulo Autran. Eles eram exibidos pela TV Rio. Na emissora, Jô esteve ainda no “Noites cariocas”. Em seguida, escreveu e atuou em humorísticos da TV Continental.
O grande destaque da época foi “A família trapo”, exibido entre 1967 e 1971 todos os domingos na Tv Record. No princípio, Jô apenas escrevia o roteiro – seu parceiro era Carlos Alberto Nóbrega. Depois, ganhou um papel: o mordomo Gordon.
Outro grande sucesso foi “Viva o Gordo”, na Tv Globo. “O meu humor tem sempre um fundo político, sempre tem uma observação do cotidiano do Brasil”, dizia sobre proposta da nova atração.
Literatura e teatro
Jô Soares foi um autor best seller. Escreveu cinco livros, sendo quatro romances.
A estreia foi “O astronauta sem regime” (1983), coletânea de crônicas publicadas originalmente em “O Globo”. O romance “O Xangô de Baker Street” (1995) liderou as listas dos mais vendidos e foi adaptado para o cinema em 2001.
As obras seguintes foram “O homem que matou Getúlio Vargas” (1998), “Assassinatos na Academia Brasileira de Letras” (2005) e “As esganadas” (2011).
No teatro, Jô Soares ficou célebre por seus monólogos marcados pelo tom cômico e crítico, com sátiras da vida cotidiana e política do Brasil.
Os mais conhecidos foram “Ame um gordo antes que acabe” (1976), “Viva o gordo e abaixo o regime!” (1978), “Um gordoidão no país da inflação” (1983), “O gordo ao vivo” (1988), “Um gordo em concerto” (1994) – que ficou em cartaz por dois anos – e “Na mira do gordo” (2007).
De seus mais de 20 trabalhos no cinema, Jô apareceu em alguns filmes como “Hitler IIIº Mundo” (1968), de José Agripino de Paula”, e de “A mulher de todos” (1969), de Rogério Sganzerla. Além disso, dirigiu um filme, “O pai do povo” (1976).
Repercussão
Famosos lamentaram a morte de Jô Soares pelas redes sociais e compartilharam momentos alegres com o apresentador.
A cantora Zélia Duncan, que hoje está em um relacionamento com Flavia Pedras, ex-mulher de Jô, lamentou a morte.
O Brasil perdeu hoje um artista único, um comediante que amava seu ofício acima de tudo, um ator fora de série. Um entrevistador brilhante. Um cidadão que amava seu país e seus amigos. Jô Soares, obrigada por tanto!🥲💔
— Zélia Duncan 🏳️🌈 (@zeliaduncan) August 5, 2022
A apresentadora Ana Maria Braga compartilhou o momento em que conheceu Jô Soares.
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A atriz e humorista Monica Iozzi também prestou homenagem a Jô Soares, compartilhando um trecho da entrevista que deu ao apresentador.
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