Vale do Paraíba: região entra em alerta máximo para temporais, alagamentos e risco de deslizamentos
O Vale do Paraíba permanece em estado de atenção nesta sexta-feira (27) após a emissão de alertas de eventos climáticos severos pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). Os avisos combinam previsão de chuvas intensas e persistentes, válidas até as 23h59.
Segundo o Inmet, dois comunicados simultâneos classificados como “Grande Perigo” estão em vigor. O primeiro prevê precipitação de até 100 milímetros por dia, com rajadas que podem alcançar 100 km/h. O segundo alerta trata do acumulado de chuva, com possibilidade de volumes superiores a 60 milímetros por hora.
A combinação de chuva forte e solo já encharcado aumenta o risco de alagamentos, transbordamento de rios e deslizamentos de terra, principalmente em áreas vulneráveis.

São José dos Campos sob monitoramento
O Cemaden também colocou a região de São José dos Campos em risco moderado para ocorrências hidrológicas e geológicas. O órgão aponta possibilidade de enxurradas, extravasamento de córregos urbanos e alagamentos em bairros com drenagem precária.
Ainda de acordo com o centro de monitoramento, o grande volume de água acumulado nos últimos dias eleva a probabilidade de movimentos de massa, com deslizamentos pontuais em encostas suscetíveis.
Recomendações de segurança
As autoridades orientam que moradores redobrem a atenção e sigam protocolos preventivos para reduzir danos.
Em caso de alagamento em residências, a recomendação é desligar aparelhos elétricos e o quadro geral de energia, além de proteger documentos e objetos pessoais em sacos plásticos.
Motoristas e pedestres devem evitar abrigo ou estacionamento próximos a torres de transmissão, placas metálicas e árvores, devido ao risco de quedas e descargas elétricas.
Quem vive em áreas de encosta deve observar sinais como rachaduras em paredes, inclinação de postes ou movimentação do solo. Caso identifique qualquer alteração estrutural, a orientação é deixar o imóvel imediatamente.
Em situações de emergência, a população deve acionar a Defesa Civil (199) ou o Corpo de Bombeiros (193).
