Vale do Paraíba: Prefeito de Aparecida sugere Robinho em escolinha de futebol e provoca reação no Vale do Paraíba
Um vídeo divulgado nas redes sociais colocou o prefeito de Aparecida, José Luiz Rodrigues (PL), o Zé Louquinho, no centro de uma nova polêmica. Na gravação, o chefe do Executivo municipal afirma ter interesse em trazer o ex-atacante Robinho, condenado por estupro coletivo na Itália e preso na P2 de Tremembé, para atuar em escolinhas de futebol voltadas a crianças no município.

Condenado na Itália, Robinho cumpre pena no Brasil
O ex-jogador cumpre pena de nove anos por estupro coletivo ocorrido em 2013, em Milão. A sentença italiana foi homologada no Brasil em 2024, após decisão do STJ, e o STF manteve a execução da pena em território nacional no ano seguinte. Robinho foi preso em Santos e transferido para a Penitenciária 2 de Tremembé, o chamado “presídio dos famosos”, onde permanece em regime fechado.
Relatórios recentes apontam que o ex-atleta participa de atividades de trabalho, estudo e leitura dentro da unidade, capazes de reduzir parte da pena por remição.
Prefeito defende iniciativa como “ressocialização”
No vídeo, Zé Louquinho relata que teria consultado informalmente a possibilidade de incluir Robinho em atividades externas via convênio com a Funap (Fundação Prof. Dr. Manoel Pedro Pimentel), responsável por programas de trabalho para pessoas privadas de liberdade. Segundo ele, presos vinculados à fundação já atuam em Aparecida e cidades vizinhas.
“É um trabalho de ressocialização”, afirma o prefeito, antes de defender diretamente a presença do ex-jogador em escolinhas municipais:
“Eu tava pensando em trazer o Robinho pra ensinar as criancinhas a jogar bola. Quem não quer ver o Robinho ensinando futebol? Ou ele não entende do assunto?”
Críticas, polêmica e menções a racismo
Ao longo da gravação, o prefeito questiona a reação negativa ao comentário e chega a associar a resistência ao que chama de “preconceito” e “racismo”, citando inclusive o Dia da Consciência Negra.
“Por que não pode o Robinho? Por que o preconceito? Por que o racismo?”, questiona. Em outro trecho, ele fala em “preconceito com pobres” e afirma não compreender a repercussão: “Nós estamos em 2025.”
Não há pedido formal
Apesar da fala pública, não existe até o momento qualquer solicitação oficial da Prefeitura de Aparecida ao sistema prisional ou à Funap para liberar Robinho para atividades fora da unidade.
