setembro 10, 2026

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Troca de acusações entre Haddad, Tarcísio e Garcia marca 1º debate na TV

O primeiro debate na TV da eleição para o Governo de São Paulo foi marcado pela troca de acusações entre Fernando Haddad (PT), Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Rodrigo Garcia (PSDB), os três candidatos mais bem colocados nas pesquisas.

Promovido pela Band neste domingo (7), o debate foi mediado pelo jornalista Rodolfo Schneider e reuniu também os candidatos Elvis Cezar, (PDT), e Vinicius Poit (Novo).

Foto: Renato Pizzutto / Band

No primeiro bloco, o clima foi de maior tensão entre os três candidatos que estão à frente nas pesquisas eleitorais, acompanhados por gritos e aplausos da plateia.

As questões estaduais foram discutidas, acompanhadas das constantes tentativas de associação aos favoritos da corrida presidencial, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL) —aliados, respectivamente, de Haddad e Tarcísio.

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Ao final de uma das perguntas, realizada no primeiro bloco, Tarcísio pediu que o telespectador procurasse no Google “quem foi o prior prefeito de São Paulo”, numa provocação a Haddad.

O Datafolha, em julho de 2016, mostrou que Fernando Haddad teve a pior avaliação como prefeito da capital paulista desde Celso Pitta, com 48% de rejeição, 14% de aprovação e 35% de regular.

Por sua vez, Haddad pediu que o público procurasse por “genocida”, numa referência ao presidente Jair Bolsonaro (PL). “Quem matou mais de 600 mil brasileiros por não ter comprado a vacina”, rebateu Haddad, criticando o adversário.

Foto: Renato Pizzutto/Band

Já Rodrigo Garcia (PSDB), atual governador do estado que busca a reeleição, vinculou a sua atuação com Mário Covas e outros ex-governadores —mas sem citar João Doria, de quem era vice, até ele renunciar ao cargo em março com a intenção de disputar a Presidência, plano que acabou frustrado.

Tarcísio, que é apoiado pelo atual presidente Jair Bolsonaro – candidato a reeleição nestas eleições – fez uma provocação a Garcia em um de seus questionamentos no debate.

“Vou fazer minha pergunta para o candidato do Doria, Rodrigo Garcia: e o Doria, seu padrinho, onde ele está?”, perguntou Tarcísio de Freitas.

“Tarcísio, quem precisa de padrinho aqui é você. Eu sou candidato da minha história. Eu tenho mais de 24 anos dedicados a São Paulo […]. Até ano passado vocês estavam escolhendo o estado em que você iria disputar a eleição, que teu chefe queria Mato Grosso ou Goiás”, rebateu Rodrigo Garcia, em referência a Bolsonaro.

Foto: Reprodução/TV Band

Os outros dois candidatos que participaram do debate, Vinicius Poit (Novo) e Elvis Cezar (PDT), usaram o espaço para se apresentarem ao eleitorado.

No caso de saúde, onde há fila para exames e cirurgias eletivas represadas pela pandemia da Covid-19 no Estado de São Paulo, o candidato Elvis Cezar afirmou que pretende criar uma central de controle, com hospitais conectados, para controlar e avaliar a fila de cirurgias.

Ele afirmou que como prefeito da cidade de Santana do Parnaíba já criou esse sistema.

Já sobre o tema da fome, Vinicius Poit afirmou que o Estado precisa ajudar famílias que passam fome, mas também criar um programa que retome a dignidade dessas pessoas, com capacitação profissional para que elas reingressem no mercado de trabalho.

“Precisamos dar o peixe, mas ensinar a pescar. A capacitação ajuda essas pessoas a não depender do estado”, afirmou Vinicius Poit.

Foto: Reprodução/TV Band

Outro tema debatido foi o problema com a chamada Cracolândia na capital paulista; problema esse que se estende por outros lugares do estado de SP, como ressaltou o mediador.

Ao responder sobre o tema, Tarcísio ressaltou a importância das políticas de saúde e disse que a porta de saída é o emprego. Já Poit defendeu uma ação conjunta de quatro secretarias: segurança pública, assistência social, saúde e Judiciário “se for preciso”.

O candidato Elvis Cezar, por sua vez, defendeu um acompanhamento in loco, com a instalação de ambulatórios médicos. Já Haddad defendeu retomar o programa ‘De Braços Abertos’, de sua gestão.

Ao falar sobre a paralisação de obras públicas, Rodrigo Garcia atribuiu a morosidade à burocracia pública e à Lava Jato. “A operação paralisou muitas obras no Brasil. Para retomar uma obra pública, é preciso um engenheiro e dez, 15 advogados”, respondeu.

Por sua vez, Haddad usou a oportunidade para criticar o fato do estado ter dinheiro em caixa parado. “O que está acontecendo em São Paulo não é normal. Aumentando o imposto do leito, carro usado, confiscando professor [o investimento] não vai chegar a R$ 50 bilhões.”

Protesto

Não convidado para o debate, o candidato Gabriel Colombo (PCB), que é o quarto colocado na última pesquisa para o Governo de SP realizada pelo Instituto Datafolha, protestou em suas redes sociais.

“Não faltarão espaço e liberdade para que os políticos exponham suas propostas, programas e compromissos, dando ao eleitor o suficiente para fazer as comparações e suas escolhas”, explicou Fernando Mitre, diretor nacional de Jornalismo do Grupo Bandeirantes de Comunicação.

Próximos debates

Caso haja um segundo turno no estado de São Paulo, um novo debate entre os candidatos a governador será realizado pela Band no dia 5 de outubro.

No caso dos debates presidenciais, o primeiro deve ocorrer no dia 28 de agosto, promovido conjuntamente por Band, TV Cultura, UOL e Folha de S.Paulo.

Já CNN Brasil, SBT, O Estado de S. Paulo, Veja, rádio NovaBrasil FM e o portal Terra formaram um pool para realizar um debate entre os candidatos à Presidência da República no dia 24 de setembro, um sábado, às 19 horas, nos estúdios do SBT, em São Paulo.