Taubaté: Servidores rejeitam proposta da Prefeitura e mantêm greve na cidade
Os servidores municipais de Taubaté decidiram manter a greve da categoria após rejeitarem, em assembleia realizada nesta terça-feira (16), a proposta apresentada pela Prefeitura. A paralisação teve início em 2 de junho e continua afetando diferentes setores da administração pública.
Entre os principais pontos da pauta do sindicato está o reajuste salarial. Os trabalhadores reivindicam uma correção de 9,43%, percentual que, segundo a entidade, corresponde à inflação acumulada dos dois últimos anos, período em que não houve revisão salarial para o funcionalismo municipal.
A proposta apresentada pela administração municipal prevê um reajuste de 2,5%, a ser aplicado apenas em 2027. Pelo plano, 1% seria incorporado na folha de pagamento de janeiro e o restante em março do mesmo ano.
Além disso, a Prefeitura ofereceu aumento no vale-alimentação, que passaria dos atuais R$ 502,50 para R$ 844,56 a partir de setembro deste ano. O benefício integra um dos nove itens reivindicados pelo sindicato.

Prefeitura alega limite financeiro
Na última semana, o prefeito Sérgio Victor (Novo) afirmou que a situação financeira do município limita a capacidade de ampliação da proposta apresentada aos servidores.
Segundo a administração, o cenário fiscal da cidade impede a concessão de reajustes maiores neste momento.
Conciliação no TJ terminou sem acordo
O impasse também foi discutido em uma audiência de conciliação promovida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) na segunda-feira (15). O encontro reuniu representantes da Prefeitura e do Sindicato dos Servidores, mas terminou sem entendimento entre as partes.
Sem avanço nas negociações, o processo seguirá para julgamento no Órgão Especial do Tribunal de Justiça, colegiado composto por 25 desembargadores. A data da análise ainda não foi definida.
Decisão judicial mantém serviços essenciais
No início da greve, o Tribunal determinou que pelo menos 70% dos servidores permanecessem em atividade para garantir a continuidade dos serviços considerados essenciais. A decisão prevê multa diária de R$ 20 mil em caso de descumprimento.
A Prefeitura sustenta que a determinação não estaria sendo cumprida integralmente, apontando impactos principalmente nos setores de saúde e educação.
Pedidos de aumento da multa foram negados
Durante o andamento do processo, o município solicitou ao Tribunal o aumento da multa diária para R$ 50 mil, além do bloqueio das contas do sindicato e da responsabilização dos dirigentes da entidade.
Os pedidos foram analisados e rejeitados pelo TJ nos dias 9 e 12 de junho, mantendo as condições estabelecidas na decisão original.
