agosto 10, 2026

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Taubaté: Júri popular absolve réus em caso de assassinato do advogado Leonardo Bonafé

O júri popular absolveu, na noite de ontem (sexta-feira, 19), os dois homens acusados de envolvimento no assassinato do advogado Leonardo Bonafé, morto a tiros em agosto de 2024, em Taubaté. O julgamento, iniciado na quinta-feira (18), durou dois dias e contou com cerca de 100 pessoas na plateia.

Imagem: Reprodução/TV Vanguarda

Os acusados

Os réus eram Carlos Ramon da Silva Gonçalves e Marcelo Henrique Carvalho Coppi. Segundo a denúncia do Ministério Público, eles não executaram o crime, mas teriam ajudado na preparação, fornecendo o carro utilizado pelos atiradores. O tribunal do júri foi formado por sete jurados — três homens e quatro mulheres.

O crime

Leonardo Bonafé, de 25 anos, foi assassinado em 28 de agosto de 2024, no bairro Três Marias. Ele chegava de carro ao escritório da família, onde trabalhava, quando foi atingido por ao menos seis disparos. O jovem não resistiu e morreu ainda no local.

Filho do advogado Flávio Bonafé, que na época era candidato à prefeitura de São Luiz do Paraitinga, Leonardo teve o crime marcado como um dos casos de maior repercussão na região.

Reação

Após a decisão, Flávio Bonafé lamentou a absolvição, mas destacou que surgiram novas pistas durante o julgamento.

“Os dois foram absolvidos, mas algo muito importante aconteceu no tribunal. Uma pessoa foi delatada. Temos o nome de quem pegou o carro. Ele já está preso. O Ministério Público vai agir e demos um passo fundamental para descobrir quem mandou matar o Léo”, declarou em vídeo nas redes sociais.

Novos desdobramentos

Um terceiro suspeito, de 42 anos, também é investigado. Natural de Taubaté, ele já tinha prisão temporária decretada e foi citado por Carlos Ramon como o responsável por buscar o veículo usado no homicídio. Segundo a acusação, esse homem seria o motorista no momento em que o advogado foi executado.