Taubaté: padaria é flagrada com ligação clandestina de energia durante operação
Uma padaria localizada no bairro Três Marias, em Taubaté, foi identificada durante uma operação da Polícia Militar, realizada com apoio da EDP, com uma ligação irregular na rede de energia elétrica.
Segundo a concessionária, técnicos encontraram uma conexão direta com a rede, fazendo com que parte da energia consumida pelo estabelecimento não passasse pelo sistema de medição. A EDP estima o prejuízo em aproximadamente R$ 10 mil.
A ocorrência foi encaminhada para apuração. De acordo com a legislação, o desvio de energia pode caracterizar furto de energia elétrica e resultar em responsabilização criminal, caso a irregularidade seja confirmada pelas autoridades competentes.

Como a irregularidade foi identificada
Durante a fiscalização, técnicos da EDP verificaram que parte do consumo de energia do imóvel não estava sendo registrada pelo equipamento de medição em razão da ligação encontrada.
Além da possível investigação na esfera criminal, os responsáveis pela unidade podem ser cobrados pelos valores correspondentes à energia consumida e não faturada, além de custos relacionados à regularização da ocorrência, conforme as normas da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
EDP diz ter recuperado 4,3 GWh de energia
Levantamento divulgado pela EDP aponta que, entre janeiro e julho de 2026, foram recuperados 4,3 gigawatts-hora (GWh) de energia identificada pela empresa como furtada no Vale do Paraíba e Litoral Norte.
Segundo a concessionária, esse volume corresponde ao consumo estimado de um mês dos municípios de Potim e Monteiro Lobato.
A EDP também informa que realiza ações de fiscalização em diferentes tipos de imóveis, com atenção especial a estabelecimentos comerciais e indústrias que apresentam maior consumo.
Entre as ferramentas utilizadas pela empresa estão sistemas de inteligência artificial para apontar possíveis irregularidades e mecanismos de blindagem instalados em equipamentos de grandes consumidores.
Lei aumentou pena para furto de energia
Desde 30 de abril de 2026, está em vigor a Lei nº 15.397/2026, que alterou as penas previstas para o furto de energia elétrica.
Para o furto simples, a pena passou de um a quatro anos para um a seis anos de reclusão.
Em situações de flagrante, a pena máxima prevista pode ter consequências sobre a possibilidade de concessão de fiança diretamente pela autoridade policial. Nesses casos, o autuado permanece à disposição da Justiça até a audiência de custódia, quando o Poder Judiciário analisa a situação.
Ligações clandestinas também podem provocar acidentes
Além das consequências financeiras e legais, intervenções irregulares na rede elétrica podem representar riscos de choques, curtos-circuitos e incêndios.
A realização de alterações sem os equipamentos e procedimentos técnicos adequados pode expor moradores, trabalhadores e outras pessoas que estejam próximas ao local.
Segundo a EDP, ligações clandestinas também podem provocar sobrecarga na rede elétrica e interferir nas condições de fornecimento, com possibilidade de interrupções e danos a equipamentos.
A concessionária afirma ainda que as perdas de energia provocadas por furtos são consideradas na composição das tarifas do setor elétrico, seguindo as regras estabelecidas pela Aneel.
