Sobe para 53 o número de casos de varíola dos macacos na região
O governo estadual confirmou novos casos de varíola dos macacos na RMVale (Região Metropolitana do Vale do Paraíba) e o número de pessoas infectadas pela doença subiu para 53 na região. As informações são do mais recente boletim da secretaria estadual de saúde, divulgado neste sábado (10).

Na região, São José dos Campos é a cidade que concentra o maior número de pessoas infectadas, com 25 ao total. Segundo a prefeitura, todos os pacientes infectados pela doença estão fazendo isolamento.
Veja o número de casos por cidade:
- Caçapava: 3
- Campos do Jordão: 1
- Caraguatatuba: 4
- Ilhabela: 1
- Jacareí: 5
- Paraibuna: 1
- São José dos Campos: 25
- São Sebastião: 3
- Taubaté: 6
- Tremembé: 3
- Ubatuba: 1
No final do mês de agosto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a dispensa de registro para que o Ministério da Saúde importe e utilize, no Brasil, a vacina Jynneos/Imvanex, contra a doença.
Em outra decisão unânime, a Anvisa autorizou a dispensa de registro para que o Ministério da Saúde importe e use no Brasil o medicamento Tecovirimat, para tratamento.
Varíola dos Macacos (Monkeypox)
A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou, em 23 de julho, a Varíola dos Macacos como emergência de saúde pública de interesse internacional. Conhecida internacionalmente pelo vírus monkeypox, a doença, já está atingiu pelo menos 77 países.
A OMS descreve quadros diferentes de sintomas para casos suspeitos, prováveis e confirmados. Passa a ser considerado um caso suspeito qualquer pessoa, de qualquer idade, que apresente bolhas na pele de forma aguda e inexplicável.
Se este quadro for acompanhado por dor de cabeça, início de febre acima de 38,5°C, linfonodos inchados, dores musculares e no corpo, dor nas costas e fraqueza profunda, é necessário fazer exame para confirmar ou descartar a doença.
O período de incubação entre 6 e 13 dias, podendo variar ainda de 5 a 21 dias, segundo a OMS. As primeiras doses da vacina devem chegar ao Brasil em setembro, segundo o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Daniel Pereira, e o secretário de Vigilância em Saúde da pasta, Arnaldo Medeiros.
