outubro 9, 2026

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São José dos Campos: Obra de R$ 6,7 milhões para conter crateras no Jardim Imperial deve começar nesta quinta (9)

A Prefeitura de São José dos Campos autorizou, nesta quarta-feira (8), o início das obras para construção de uma nova galeria de águas pluviais no Jardim Imperial, região que registrou a abertura de duas grandes crateras no começo de 2026. A previsão é que os trabalhos sejam iniciados já nesta quinta-feira (9).

Segundo a administração municipal, o primeiro passo será a implantação do canteiro de obras, além da mobilização de equipes e equipamentos no local.

Imagem: Reprodução

Investimento e prazo da obra

A intervenção será realizada na Rua Felisbina de Souza Machado, ponto crítico que enfrenta problemas estruturais há anos. O contrato foi firmado com a empresa responsável após licitação aberta em março.

O investimento previsto inicialmente era de R$ 8 milhões, mas o valor final ficou em R$ 6,7 milhões. O prazo estimado para conclusão é de 15 meses.


Histórico de crateras e agravamento recente

A via já apresentava registros de afundamentos ao longo de cerca de 15 anos, mas a situação se agravou neste ano com dois episódios de grandes proporções.

  • Em 27 de janeiro, uma cratera se abriu no cruzamento com a Rua Roberto Baranoy, chegando a engolir um caminhão carregado com aproximadamente 10 toneladas de blocos de concreto
  • Já em 7 de fevereiro, uma segunda erosão surgiu a cerca de 250 metros do primeiro ponto, após fortes chuvas

O segundo desabamento causou a interdição de quatro casas e de um prédio residencial com 34 apartamentos, além da queda de um poste de energia.


Impacto para moradores e ações emergenciais

Ao todo, 156 moradores precisaram deixar suas casas durante o período crítico. A retirada de pertences foi feita de forma emergencial, diante do risco de novos deslizamentos.

Desde então, a área segue sob monitoramento constante.

Na ocasião:

  • A Sabesp realizou ajustes na rede para manter o abastecimento de água, informando que a galeria rompida não era de sua responsabilidade
  • A EDP atuou na recomposição da rede elétrica
  • A Comgás suspendeu o fornecimento de gás nos imóveis interditados por medida de segurança