julho 27, 2026

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São José dos Campos: aluna denuncia constrangimento em academia após pedido para cobrir top durante treino

Imagem: Reprodução

Uma engenheira relatou constrangimento dentro de uma academia em São José dos Campos após ser orientada a cobrir o top que usava durante o treino. O caso aconteceu no fim de semana e ganhou grande repercussão nas redes sociais, com críticas à abordagem adotada pela unidade.

Segundo Poliana Frigi, ela foi questionada por uma funcionária da recepção se a peça seria um sutiã e, em seguida, orientada a se cobrir por “questões de segurança”, sob a justificativa de que havia “homens casados” no local.

Abordagem gerou desconforto durante o treino

O episódio ocorreu em uma unidade da John Boy Academia, no bairro Jardim Oswaldo Cruz. Em vídeo publicado nas redes, a aluna afirmou que usava um top esportivo comum, de marca conhecida, quando foi abordada.

“Expliquei que era um top de academia, mostrei o tecido e o logo, mas disseram que houve reclamações por conta da alça fina”, relatou.

De acordo com ela, a funcionária sugeriu que vestisse uma camiseta para cobrir o corpo.

A situação impactou diretamente a experiência durante o treino. “Comecei a me questionar, a me olhar no espelho e me senti mal com aquilo”, disse.

Tentativa de contato com gerência não teve retorno

A aluna contou ainda que voltou à recepção acompanhada do namorado para pedir esclarecimentos e o contato do gerente, mas não conseguiu atendimento.

Segundo o relato, a funcionária teria afirmado que a orientação fazia parte dos procedimentos internos da academia.

“Saí de lá estressada e sem vontade de voltar”, afirmou.

Debate sobre comportamento e responsabilização

Poliana também criticou a justificativa apresentada pela academia, questionando a normalização desse tipo de abordagem.

“Até que ponto isso é aceitável? Parece que a responsabilidade sempre recai sobre a mulher, independentemente da roupa”, declarou.

Academia abre apuração e pede desculpas

Em nota oficial, a John Boy Academia informou que abriu uma investigação interna para apurar o caso.

A empresa afirmou que busca manter um ambiente seguro, respeitoso e acolhedor, e que já iniciou a revisão de protocolos de atendimento, além de treinamentos voltados a respeito, diversidade e inclusão.

A academia também declarou que tenta contato com a aluna e pediu desculpas pelo ocorrido.

“Reconhecemos que erros podem acontecer, mas estamos comprometidos em evoluir com responsabilidade e respeito”, informou em trecho do posicionamento.