julho 21, 2026

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Rodoanel é liberado após quase 5 horas de interdição; suposta bomba em carreta era falsa

O Rodoanel Mário Covas foi totalmente liberado no fim da manhã desta quarta-feira (12), após quase cinco horas de interdição causada por uma falsa ameaça de bomba em uma carreta no km 44, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo.

De acordo com a Polícia Militar, o objeto encontrado dentro do veículo era apenas um simulacro, sem risco de explosão.

Segundo o capitão Leonardo Simões, porta-voz da PM, a análise técnica feita pelo Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) confirmou que o material não apresentava qualquer perigo.

Imagem: Reprodução

Linha de investigação e operação de resgate

A principal hipótese da polícia é que o caminhoneiro tenha sido vítima de um sequestro durante um roubo de carga, e não de um surto psicótico, como chegou a ser cogitado nas primeiras horas da ocorrência.

O bloqueio começou por volta das 5h25, no sentido Presidente Dutra, quando o motorista informou à concessionária SPMar que havia sido abordado por três homens armados, amarrado junto a um suposto explosivo e obrigado a atravessar a carreta na pista.

Equipes do Gate chegaram ao local de helicóptero às 8h20 e iniciaram a operação de resgate. Vestido com traje antibombas, um policial retirou o motorista da cabine por volta das 9h20. O artefato foi removido cerca de 40 minutos depois.

A via foi liberada totalmente às 10h15, após a retirada do veículo. Segundo a SPMar, o congestionamento chegou a 30 quilômetros nos dois sentidos.

Caminhoneiro passa por atendimento médico

Após o resgate, o motorista — que chegou a desmaiar durante a retirada da cabine — foi levado de ambulância ao Hospital Geral de Itapecerica da Serra. O estado de saúde dele não havia sido divulgado até a publicação desta reportagem.

A carreta pertence à empresa Sitrex, especializada em transporte rodoviário. O veículo havia saído do Acre e seguia sem carga para São Bernardo do Campo, no ABC Paulista.

Imagens aéreas registradas durante a operação mostraram marcas de impacto no para-brisa, levantando a suspeita de que possa ter havido disparos de arma de fogo durante o suposto sequestro.