setembro 4, 2026

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Potim: Justiça marca júri popular de empresário acusado de matar motorista de app com Porsche no Tatuapé

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) definiu para o dia 29 de outubro de 2026 o júri popular do empresário Fernando Sastre de Andrade Filho, acusado de provocar a morte do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana em um acidente envolvendo uma Porsche no bairro do Tatuapé, na Zona Leste da capital paulista.

O caso aconteceu em 31 de março de 2024 e ganhou grande repercussão nacional após imagens de câmeras de segurança registrarem a colisão. Segundo as investigações, o empresário dirigia um Porsche azul quando atingiu o veículo da vítima. Além da morte do motorista de aplicativo, o acidente deixou um passageiro gravemente ferido.

Atualmente, Fernando Sastre permanece preso na unidade prisional de Potim. Até fevereiro deste ano, a Justiça já havia negado oito pedidos de liberdade feitos pela defesa.

Imagem: Reprodução

Justiça mantém prisão preventiva

A defesa do empresário tentou revogar a prisão preventiva e sugeriu a aplicação de medidas cautelares, mas o pedido foi rejeitado pelo TJ-SP.

Na decisão, a juíza Fernanda Perez Jacomini afirmou que existem indícios suficientes de que o réu estaria sob influência de álcool no momento do acidente. Segundo a magistrada, os depoimentos e provas reunidas no processo sustentam a continuidade da prisão.

“Dos elementos reunidos até o momento, há indícios suficientes de que o réu, ao conduzir veículo automotor possivelmente sob influência de álcool, colidiu contra o carro da vítima, causando sua morte”, destacou a decisão judicial.

A magistrada também citou a gravidade do caso e o risco de reiteração delitiva como fatores para manter a prisão.

Acidente matou motorista de aplicativo

A vítima fatal foi identificada como Ornaldo da Silva Viana, motorista de aplicativo que conduzia um Renault Sandero no momento da batida.

No banco do passageiro do Porsche estava Marcus Vinicius Machado Rocha, estudante de medicina e amigo do empresário, que sobreviveu ao acidente, mas sofreu ferimentos graves.

As imagens do acidente registradas por câmeras de monitoramento foram incorporadas ao processo e ajudaram nas investigações conduzidas pela Polícia Civil.

Defesa questiona prisão

O advogado Jonas Marzagão, responsável pela defesa de Fernando Sastre, afirmou que outros réus envolvidos em acidentes semelhantes respondem aos processos em liberdade.

Segundo ele, o empresário não realizou teste do bafômetro porque o equipamento não estaria disponível no momento da ocorrência.

A defesa também sustenta que Fernando permaneceu no local após o acidente e não fugiu da cena.

Julgamento ainda deve mobilizar atenção pública

O caso continua sendo acompanhado de perto por familiares da vítima e pela opinião pública devido à repercussão do acidente envolvendo um carro de luxo e a morte de um trabalhador de aplicativo.

Com a definição da data do júri, a expectativa agora é pela realização do julgamento no segundo semestre deste ano.