Mundo: Venezuela acusa EUA de ataque militar, decreta estado de emergência e fala em agressão ao território
O governo da Venezuela afirmou na madrugada deste sábado (4) que o país foi alvo de uma “agressão militar” dos Estados Unidos e anunciou a decretação de estado de emergência nacional. Segundo comunicado oficial, ataques teriam ocorrido em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, atingindo alvos civis e militares.
De acordo com o Palácio de Miraflores, a ofensiva teria como objetivo assumir o controle das reservas de petróleo e minerais venezuelanos. A nota sustenta que a ação não terá êxito e convoca a população e as forças políticas para planos de mobilização.

Estado de comoção e mobilização nacional
No texto divulgado, o governo informa que o presidente Nicolás Maduro assinou decreto que declara estado de Comoção Exterior em todo o território, com a justificativa de proteger os direitos da população, garantir o funcionamento das instituições e ativar planos de defesa previstos na legislação venezuelana.
A administração também determinou o deslocamento imediato do Comando para a Defesa Integral da Nação e dos órgãos de direção em estados e municípios, além de anunciar que levará denúncias a instâncias internacionais, como o Conselho de Segurança da ONU, a CELAC e o MNOAL.
Relatos de explosões e movimentação aérea
A Associated Press informou que ao menos sete explosões foram registradas em Caracas, com aeronaves sobrevoando a região. Testemunhas relataram correria nas ruas após os estrondos.
“O chão inteiro tremeu. Ouvimos explosões e aviões à distância”, disse Carmen Hidalgo à AP.
Em publicação nas redes sociais, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou que a Venezuela foi atacada com mísseis.
Posição dos Estados Unidos
Até o momento, o governo dos EUA não confirmou oficialmente a autoria dos ataques. No entanto, a emissora CBS News informou que fontes com conhecimento do assunto indicaram que o presidente Donald Trump teria ordenado o bombardeio.
Comunicado oficial e reação internacional
No comunicado, Caracas classifica a ação como violação da Carta das Nações Unidas, afirma que ameaça a paz regional e declara que se reserva o direito à legítima defesa, conforme o artigo 51 da ONU. O texto também convoca solidariedade internacional e rejeita qualquer tentativa de mudança de regime.
