agosto 27, 2026

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Litoral Norte: Câmara de São Sebastião retira projeto que criava auxílio-alimentação de R$ 1 mil para vereadores

A Mesa Diretora da Câmara Municipal de São Sebastião decidiu retirar o projeto de lei nº 83/2025, que previa a criação de um auxílio-alimentação mensal de R$ 1.000,00 para os vereadores da cidade. A proposta seria apresentada na sessão desta terça-feira (11), mas acabou sendo retirada após repercussão negativa. Atualmente, cada parlamentar recebe um subsídio mensal de R$ 12.495,28.

A retirada ocorreu após manifestações de desaprovação nas redes sociais. Segundo o presidente da Câmara, Edgar Celestino, a proposta havia sido incluída na pauta para debate público, mas não houve consenso entre os parlamentares.

Imagem: Reprodução

“O projeto foi pautado para ser discutido democraticamente, mas alguns vereadores queriam apresentar emendas. Como não houve acordo, preferi retirar a proposta”, explicou o presidente.

O que previa o projeto

De autoria da própria Mesa Diretora, o projeto estabelecia que o auxílio-alimentação teria caráter indenizatório e seria pago junto ao subsídio mensal dos vereadores. O texto também previa a possibilidade de adoção de outro método de pagamento no futuro, por ato interno da Mesa Diretora.

O benefício seria reajustado anualmente, em maio, no mesmo índice aplicado ao aumento dos servidores da Câmara. Por ter natureza indenizatória, o valor não seria incorporado ao salário, nem contaria para aposentadoria, tributos ou outros descontos.

O projeto também permitia que o vereador renunciasse ao benefício, mediante manifestação escrita protocolada na Casa Legislativa.

Tramitação e justificativas

Antes da retirada, a proposta seguiria para análise das comissões permanentes, podendo entrar em regime de urgência se tivesse apoio de pelo menos oito parlamentares.

Na justificativa, a Mesa Diretora alegava que a medida atendia ao “princípio da simetria” com o auxílio-alimentação já concedido aos servidores públicos do Executivo e do Legislativo municipal. O texto também mencionava que o benefício é permitido pelo Tribunal de Contas do Estado, desde que previsto em lei e compatível com o regime remuneratório por subsídio.

A justificativa previa ainda que o primeiro reajuste do benefício ocorreria em 2027, seguindo as normas orçamentárias vigentes.

Embora o projeto tenha sido arquivado por enquanto, a discussão sobre o pagamento de benefícios extras a agentes políticos deve continuar sendo tema de debate entre os vereadores e a população.