Igaratá: Justiça de SP nega prisão preventiva de Oruam por disparos durante festa em condomínio
A Justiça de São Paulo negou o pedido de prisão preventiva do rapper Oruam em investigação que apura disparos de arma de fogo realizados durante uma festa em um condomínio de luxo em Igaratá. A decisão foi assinada no último domingo (25) pela juíza Cláudia Vilibor Breda, da 2ª Vara de Santa Isabel.
Segundo a magistrada, o artista já foi oficialmente citado no processo por meio de advogado constituído, o que afasta, neste momento, indícios de tentativa de fuga ou interferência no andamento da ação judicial.
Na decisão, a juíza afirmou que não há elementos concretos que justifiquem a prisão cautelar solicitada pelo Ministério Público de São Paulo.

Pedido do Ministério Público foi apresentado em maio
O pedido de prisão preventiva havia sido protocolado pelo Ministério Público no dia 5 de maio. A promotoria alegou que a medida seria necessária diante da gravidade do caso investigado.
De acordo com a investigação, Oruam teria efetuado disparos com uma espingarda calibre 12 durante uma comemoração realizada em 16 de dezembro de 2024. Vídeos do momento teriam sido publicados nas redes sociais do cantor e posteriormente removidos.
A investigação é conduzida pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. Um laudo pericial citado no processo aponta que a munição utilizada seria real e compatível com armamento de caça.
Polícia aponta risco a pessoas durante a festa
Segundo a apuração policial, o rapper estava acompanhado de amigos em uma área residencial do condomínio quando os disparos ocorreram. Para os investigadores, a situação teria colocado outras pessoas em risco e pode configurar crime previsto no Estatuto do Desarmamento.
Em manifestações anteriores, Oruam afirmou que os projéteis utilizados seriam de “borracha”. O artista é o nome artístico de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno.
Defesa questiona investigação
A defesa do cantor sustenta que o pedido de prisão não possui base legal e afirma que o artista nunca se recusou a colaborar com as autoridades.
Os advogados também questionam a condução da investigação pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, argumentando que o caso ocorreu em território paulista.
Além disso, a defesa afirma que a perícia não teria confirmado de forma conclusiva que o objeto exibido nas imagens era realmente uma arma de fogo, nem identificado oficialmente o cantor nos vídeos analisados.
