Gasolina custaria 19% a mais com privatização de refinarias da Petrobras, diz levantamento
Segundo levantamento do Observatório Social da Petrobrás, divulgado no último sábado (14), a gasolina estaria 19% mais cara atualmente, em média, se as refinarias que fazem parte do plano de desestatização da Petrobrás já tivessem sido privatizadas. O diesel S-10, por sua vez, custaria 12% acima do valor atual.

A estimativa baseia-se nos valores cobrados pela Refinaria de Mataripe, na Bahia, antes e depois da privatização, em dezembro de 2021. De acordo com a projeção, a média da diferença do preço da gasolina e do diesel ao longo deste ano, entre janeiro e maio, seria de 7% e 12%, respectivamente.
Segundo a projeção, a Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim (MG), teria a maior alta entre as refinarias privatizadas. Com a privatização, teria aumento de R$ 0,92 e R$ 1,22 para a gasolina e para o diesel, respectivamente.
“Para chegar a esses números, levamos em conta o comportamento passado – antes da privatização – dos preços cobrados pelas refinarias em relação à Rlam e colocamos todos os valores em função do que é efetivamente cobrado pela Acelen, gestora da Refinaria de Mataripe, desde 1º de janeiro de 2022”, afirma o economista Eric Gil Dantas, do OSP e do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais (Ibeps).
Segundo ele, a simulação teve como premissa que as empresas compradoras das refinarias se comportariam tal como a Acelen na definição de preços. “Essa simulação mostra que o efeito imediato da privatização da Petrobrás é a subida geral de preços e não a diminuição, como o atual ministro de Minas e Energia quer fazer crer com sua declaração”, conclui o economista.
