Demissão de quase 600 funcionários na Caoa Chery, em Jacareí, é suspensa
A proposta de lay-off por cinco meses, apresentada pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região (SindMetal SJC), foi aceita pela montadora Caoa Chery e aprovada em assembleia dos trabalhadores, nesta quarta-feira (11). Com isso, a demissão de cerca de 600 funcionários da unidade em Jacareí foi suspensa.
“A luta continua contra o fechamento da fábrica em Jacareí”, disse, em nota, o Sindicato.
– Leia Mais: Caoa Chery anuncia demissão de cerca de 600 funcionários e suspende produção em Jacareí

Na última segunda-feira (9), o SindMetal protocolou na Câmara Municipal de Jacareí uma proposta de projeto de lei (PL) para proibir o encerramento das atividades da Caoa Chery na cidade.
O PL também pede o reconhecimento da indústria automotiva como sendo de interesse estratégico para o desenvolvimento regional. Cobra, ainda, a exigência de contrapartida aos benefícios tributários recebidos pela montadora na sua fase de implantação.
Anunciada na semana passada, a paralisação das atividades da fábrica da Caoa Chery em Jacareí (SP) pelo prazo de até três anos, com a demissão da maioria dos seus cerca de 600 funcionários e a adaptação da linha para a produção de carros híbridos e elétricos a partir de 2025, agitou o mercado automotivo.
De acordo com a empresa, a suspensão é temporária e será compensada pela intensificação no volume da fábrica de Anápolis (GO), que deve receber novos lançamentos no segundo semestre de 2022. A montadora mantém a meta de vender 60 mil carros neste ano.
“A suspensão das atividades tem como objetivo ajustar os processos produtivos da planta para novos modelos com tecnologias híbridas e elétricas, visando a modernização e atualização das linhas de produção”, informou.
“A Caoa Chery tem o dever de cumprir sua responsabilidade social, principalmente diante de tantos benefícios recebidos e do esforço dos trabalhadores para a construção e crescimento dessa fábrica. O encerramento das atividades é uma afronta a toda população, que deve se somar a essa luta contra o fechamento. O Sindicato defende a estatização da fábrica como forma de manter os empregos e termos no Brasil, finalmente, uma montadora nacional”, afirma o presidente do Sindicato, Weller Gonçalves.
