Comissão aprova anistia política para ex-presidente Dilma Rousseff, e indenização de R$100 mil

A Comissão de Anistia do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania concedeu, hoje (quinta-feira, 22), anistia política para a ex-presidente Dilma Rousseff, além de uma indenização de R$100 mil e um pedido de desculpas, para retratação após prisões e torturas sofridas durante a ditadura militar.
Por conta dos compromissos como presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (o banco do Brics), na China, Dilma não pôde comparecer pessoalmente. Entretanto, a sessão contou com a presença de outros presos políticos e das deputadas federais Maria do Rosário, Jandira Feghali e Érika Kokay.
O primeiro pedido de anistia foi enviado pela ex-presidente em 2002, mas o processo foi suspenso anos depois, após ela mesmo pedir, enquanto era ministra de Estado e, depois, presidente da República.
Em 2016, o processo voltou à tramitação. Porém, em 2022, foi negado e, após a negativa, entrou com novo recurso.
Dilma Rousseff foi presa aos 22 anos, em 1970, e passou quase três anos sob custódia, respondendo a inquéritos “repetidos e infundados” em órgãos militares em São Paulo, no Rio de Janeiro e Minas Gerais.
