Campanha Fevereiro Laranja alerta sobre a leucemia
Para conscientizar sobre a leucemia e estimular que mais pessoas se tornem doadoras de medula óssea, todo ano o mês de fevereiro dedica-se à campanha Fevereiro Laranja.
A cor simboliza a conscientização sobre a doença e a importância dos doadores de medula óssea. A leucemia é um tipo de câncer que tem origem na medula óssea, onde se produz as células do sangue.

As células leucêmicas, da medula, atingem o sangue e infiltram os gânglios linfáticos, o baço, o fígado, o sistema nervoso central, os testículos e outros órgãos.
Na criança que desenvolve leucemia, essas células se tornam anormais. Ou seja, não realizam as funções e multiplicam-se rapidamente, tomando o lugar das células saudáveis na medula e no sangue.
Fatores
A oncologista pediátrica Ana Luiza de Melo Rodrigues, explica que os fatores de risco e prognósticos para a Leucemia Linfóide Aguda (LLA) são a idade da criança no diagnóstico e a contagem de leucócitos (células de defesa) no hemograma. Além dos exames como imunofenotipagem e cariótipo, que revelam o comprometimento do sistema nervoso central ao diagnóstico e resposta precoce à terapia.
No caso da leucemia mieloide aguda (LMA), são fatores de risco: exposição pré-natal (ao álcool, pesticidas e infecções virais) e exposição ambiental (radiação ionizante, infecções virais, pesticidas, solventes orgânicos). Bem como a doenças hereditárias e adquiridas.
Sintomas
Nas leucemias agudas infantis, geralmente os sintomas são cansaço, palidez, aumento do abdome por hepatomegalia (fígado aumentado de tamanho) e/ou esplenomegalia (baço aumentado de tamanho), dor óssea, linfadenopatia (aumento dos linfonodos, em especial na região cervical), febre (em consequência de infecções), petéquias (pontos vermelhos no corpo, que não somem quando pressionadas), hematomas, sangramentos – em especial de gengiva e nariz -, hipertrofia gengival, nódulos e infiltrações cutâneas.
O oncologista pediátrico tem papel fundamental no tratamento da criança. “Cabe ao oncologista gerenciar o atendimento ao paciente durante todo o curso de sua doença e isso já começa com o diagnóstico, ao explicar sobre a doença, o estágio, as formas de tratamento, as opções e como deverá ser conduzido, para que se obtenha o melhor prognóstico”, explica Rodrigues.
“Ele vai guiar a família e a criança pelo caminho que vai do diagnóstico até a cura”, completa a médica, que é coordenadora do Grupo de Estudos de Leucemia Mielóide Aguda Infantil da Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica e do Protocolo Brasileiro para tratamento de Leucemia Mieloide (Sobope) aguda em crianças e adolescentes.
Taxa de sobrevida
A taxa de sobrevida é uma forma padrão para discutir o prognóstico de um paciente com câncer. A taxa de sobrevida em cinco anos se refere à porcentagem de crianças que vivem pelo menos cinco anos após o diagnóstico da doença. Entretanto, muitas crianças vivem muito mais tempo do que cinco anos e muitas são curadas definitivamente.
“As taxas de sobrevida são, muitas vezes baseadas em resultados anteriores de um grande número de crianças que tiveram a doença, não sendo possível prever o que vai acontecer com cada criança individualmente. Conhecer o tipo de leucemia é importante na estimativa do prognóstico de cada criança. Muitos outros fatores podem afetar o prognóstico de uma criança, como idade, localização do tumor e como a doença está respondendo ao tratamento”, observou a oncologista.
*Com informações da Agência Brasil
