Brasil: Pix movimenta mais de R$ 35 trilhões em 2025 após alta de 25,7% nas transações
O Pix ganhou ainda mais espaço na economia brasileira em 2025. Segundo a segunda edição do Relatório de Gestão do Pix, divulgado pelo Banco Central (BC), o sistema registrou crescimento de 25,7% na quantidade de transações em comparação com 2024.
Ao longo do ano passado, foram realizadas quase 80 bilhões de operações por meio da ferramenta.
O avanço também apareceu no volume financeiro movimentado. A soma das transações cresceu 33,8% em relação ao ano anterior e ultrapassou a marca de R$ 35 trilhões.
Criado em novembro de 2020, o Pix começou principalmente como uma ferramenta para transferências entre pessoas físicas. Na época, as operações P2P representavam cerca de 85% da utilização do sistema.
Desde então, o meio de pagamento passou por uma expansão significativa no comércio.

Pix ganha espaço nas compras
Os dados do Banco Central mostram que as operações de pessoa física para empresa (P2B) representaram 43% dos pagamentos realizados em 2025.
O percentual foi quatro pontos maior que o registrado em 2024. Na comparação com o início do Pix, o avanço chega a 37 pontos percentuais.
Segundo o BC, a maior utilização do sistema por empresas está relacionada a fatores como a rapidez na confirmação dos pagamentos e a redução de custos envolvidos nas transações.
Entre os principais benefícios apontados estão:
- Crédito imediato dos valores, com liquidação em tempo real;
- Menores custos de intermediação e operação;
- Integração com plataformas digitais e sistemas financeiros;
- Facilidade para receber pagamentos, inclusive sem a necessidade de dinheiro em espécie e troco.
Maioria das transações envolve valores baixos
O relatório também apresenta um recorte das operações de acordo com os valores movimentados.
Os dados indicam que grande parte das transações está relacionada a pagamentos de pequeno valor, reforçando a presença do Pix nas compras e despesas do dia a dia.
Entre as operações de pessoa física para pessoa física (P2P), 59% tiveram valor de até R$ 60. Já 21% ultrapassaram R$ 200.
Nas transações entre pessoas físicas e empresas (P2B), 76% dos pagamentos ficaram em até R$ 60, enquanto apenas 8% superaram R$ 200.
Considerando todas as modalidades, 71% das transações realizadas pelo Pix em 2025 tiveram valor de até R$ 100.
Pix se consolida como infraestrutura digital
Para o Banco Central, a evolução dos números demonstra que o Pix deixou de ser utilizado apenas como uma alternativa para transferências e passou a integrar de forma mais ampla o ecossistema de pagamentos do país.
O sistema é tratado pela autoridade monetária como uma Infraestrutura Pública Digital, permitindo que pagamentos e transferências sejam realizados de maneira rápida e com disponibilidade contínua.
Desde o lançamento, em 2020, o Pix passou a ocupar espaço crescente nas relações financeiras entre consumidores, empresas e instituições.
