agosto 12, 2026

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Brasil: Pix movimenta mais de R$ 35 trilhões em 2025 após alta de 25,7% nas transações

O Pix ganhou ainda mais espaço na economia brasileira em 2025. Segundo a segunda edição do Relatório de Gestão do Pix, divulgado pelo Banco Central (BC), o sistema registrou crescimento de 25,7% na quantidade de transações em comparação com 2024.

Ao longo do ano passado, foram realizadas quase 80 bilhões de operações por meio da ferramenta.

O avanço também apareceu no volume financeiro movimentado. A soma das transações cresceu 33,8% em relação ao ano anterior e ultrapassou a marca de R$ 35 trilhões.

Criado em novembro de 2020, o Pix começou principalmente como uma ferramenta para transferências entre pessoas físicas. Na época, as operações P2P representavam cerca de 85% da utilização do sistema.

Desde então, o meio de pagamento passou por uma expansão significativa no comércio.

Imagem: Reprodução

Pix ganha espaço nas compras

Os dados do Banco Central mostram que as operações de pessoa física para empresa (P2B) representaram 43% dos pagamentos realizados em 2025.

O percentual foi quatro pontos maior que o registrado em 2024. Na comparação com o início do Pix, o avanço chega a 37 pontos percentuais.

Segundo o BC, a maior utilização do sistema por empresas está relacionada a fatores como a rapidez na confirmação dos pagamentos e a redução de custos envolvidos nas transações.

Entre os principais benefícios apontados estão:

  • Crédito imediato dos valores, com liquidação em tempo real;
  • Menores custos de intermediação e operação;
  • Integração com plataformas digitais e sistemas financeiros;
  • Facilidade para receber pagamentos, inclusive sem a necessidade de dinheiro em espécie e troco.

Maioria das transações envolve valores baixos

O relatório também apresenta um recorte das operações de acordo com os valores movimentados.

Os dados indicam que grande parte das transações está relacionada a pagamentos de pequeno valor, reforçando a presença do Pix nas compras e despesas do dia a dia.

Entre as operações de pessoa física para pessoa física (P2P), 59% tiveram valor de até R$ 60. Já 21% ultrapassaram R$ 200.

Nas transações entre pessoas físicas e empresas (P2B), 76% dos pagamentos ficaram em até R$ 60, enquanto apenas 8% superaram R$ 200.

Considerando todas as modalidades, 71% das transações realizadas pelo Pix em 2025 tiveram valor de até R$ 100.

Pix se consolida como infraestrutura digital

Para o Banco Central, a evolução dos números demonstra que o Pix deixou de ser utilizado apenas como uma alternativa para transferências e passou a integrar de forma mais ampla o ecossistema de pagamentos do país.

O sistema é tratado pela autoridade monetária como uma Infraestrutura Pública Digital, permitindo que pagamentos e transferências sejam realizados de maneira rápida e com disponibilidade contínua.

Desde o lançamento, em 2020, o Pix passou a ocupar espaço crescente nas relações financeiras entre consumidores, empresas e instituições.