Boulos desiste de concorrer ao Governo de SP e será candidato a deputado federal
O líder do MTST (Movimento dos Trabalhadores sem Teto), Guilherme Boulos (PSOL), anunciou na manhã desta segunda-feira (21) que abriu mão de sua candidatura ao Governo de São Paulo e tentará uma vaga no Congresso Nacional.
Em entrevista à jornalista Mônica Bergamo, colunista do jornal Folha de São Paulo, o ativista declarou que “não foi possível realizar uma unidade de esquerda” em torno de seu nome.
“Tomei a decisão de ser candidato a deputado federal por uma razão: ajudar a construir uma grande bancada de esquerda no Congresso Nacional. Hoje, o Centrão governa o Brasil. Precisamos ter força para a Reforma Trabalhista, o Teto de Gastos e aprovar mudanças populares”, destacou.
Boulos também definiu sua decisão como uma manobra para “enfrentar e derrotar o bolsonarismo em nível nacional e o PSDB em São Paulo”.
“O momento do Brasil é crítico e exige gestos políticos e generosidade (…) defendo a unidade da esquerda para derrotar os tucanos e o bolsonarismo no estado de São Paulo”, escreveu em suas redes sociais.
Em nota, o PSOL respaldou a decisão de Boulos e afirmou que a decisão do ex-candidato à prefeitura de São Paulo coloca o partido em “condição para ultrapassar a cláusula de barreira e projetar lideranças de esquerda e movimentos sociais no Congresso Nacional”.
Intenções de voto para o Governo de São Paulo
De acordo com a última pesquisa de intenções de voto para o Governo de São Paulo, realizada pela Quaest/Genial, Boulos aparecia em quatro lugar na preferência do eleitorado paulista com 7%.
Em sua frente, liderando o levantamento, aparece Fernando Haddad (PT) com 24%; seguido de Márcio França (PSB), com 18%; e o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas (sem partido), com 9%.
Completam o cenário a deputada federal Renata Abreu (Podemos) e o vice-governador Rodrigo Garcia (PSDB), ambos com 3%; o deputado federal Vinicius Poit (Novo), com 2%; e por último o prefeito de São José dos Campos, Felicio Ramuth (PSD), juntamente do ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub (Brasil 35), ambos com 1%.
Nulos e brancos somam 24%. Indecisos representam 9% do eleitorado.

