Em um ano, cidades do Vale do Paraíba e Litoral Norte perderam quase 11 mil empresas
Entre abril de 2021 e abril de 2022, a lenta recuperação da economia brasileira comprometeu o perfil empresarial, reduzindo cerca de 5,4% a quantidade de estabelecimentos presentes no país. A estimativa é do estudo IPC Maps 2022, com base em dados oficiais.
Nas cidades do Vale do Paraíba e Litoral Norte, foram perdidas 10.774 empresas, -3,3% no comparativo com o mesmo período de 2021.

O setor Agribusiness, o único setor em crescimento, tiveram um aumento de 1.237 empresas na região, um aumento de 5,3% com relação a 2021. Atualmente são 24.424 empresas, contra 23.187 no ano passado.
Os demais setores registraram queda, com destaque para o setor comércio que registrou uma queda de -9,2%, perdendo 6.898 empresas.
Indústria (-2,7%) e serviços (-2,2%) também registraram fechamentos de empresas. Na indústria, foram 1.292 empresas, já no setor de serviços foram 3.821 fechamentos.
Confira a tabela com mais detalhes:
Dados nacionais
Para Marcos Pazzini, responsável pelo IPC Maps, “os altos impostos associados à proliferação de MEIs e ao baixo teto de faturamento contribuíram para o encerramento das atividades”.
Partindo para a análise por natureza jurídica, os segmentos de Sociedades Limitadas (Ltdas.) e Anônimas (S/As) foram os que, percentualmente, mais baixaram suas portas (11,2%) em todo o país.
Apesar disso, o destaque vai para o fechamento de 1.026.570 (ou 7,2%) Microempreendedores Individuais (MEIs), o que evidencia o crescimento do empreendedorismo durante a pandemia em função da perda do emprego, bem como a ocorrência de microempreendedores fantasmas com a abertura de novos cadastros (com outros CPFs), visando driblar o teto de faturamento anual de R$ 81 mil.
Segundo o estudo, os Estados que mais perderam MEIs foram São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, especialmente nos setores de alimentação e vestuário.
Atualmente, das 21.127.759 empresas ativas no Brasil, quase metade (11,6 milhões) tem atividades relacionadas a Serviços. Na sequência, vem o segmento de Comércio, com 5,4 milhões; e Indústrias com 3,4 milhões.
Já Agribusiness, o único setor em crescimento, possui mais de 764 mil estabelecimentos. Em relação à distribuição regional de empresas, o Sudeste lidera concentrando 49,3% das unidades; seguido pelo Sul, com 18,1%; Nordeste com 17,4% dos estabelecimentos; Centro-Oeste com 8,9%; e o Norte abrangendo apenas 6% das empresas presentes no País.
Na análise quantitativa das empresas para cada mil habitantes, a pesquisa IPC Maps aponta novamente para uma retenção geral.
As Regiões Sul e Sudeste seguem no topo da lista com, respectivamente, 127,8 e 121,7 empresas por mil habitantes; o Centro-Oeste aparece com 103,9 e, ainda bem abaixo da média, estão as regiões Nordeste, com 60,3, e Norte, que tem apenas 51,5 empresas/mil habitantes.
Confira a tabela com mais detalhes:

