11 de Setembro completa 24 anos: mais de mil vítimas seguem sem identificação
Passados 24 anos dos atentados de 11 de setembro de 2001, laboratórios forenses em Nova York ainda enfrentam o desafio de identificar restos mortais encontrados nos escombros do World Trade Center. Das 2.753 pessoas que morreram no local, cerca de 40% — o equivalente a mais de 1,1 mil vítimas — continuam sem reconhecimento oficial.

A principal dificuldade está na degradação das amostras, provocada pelo calor intenso, fogo, produtos químicos e meses de combustão em Ground Zero. Até hoje, o Instituto Médico Legal da cidade analisou quase 22 mil fragmentos de ossos e tecidos, utilizando inclusive métodos modernos de extração de DNA. Mesmo assim, centenas de famílias seguem sem poder realizar um sepultamento adequado.
Para muitos parentes, a promessa feita em 2001 de identificar cada vítima permanece como um fio de esperança. Peritos reforçam que o trabalho científico iniciado há mais de duas décadas continua sendo encarado como um compromisso solene: não descansar até que todos os nomes sejam reconhecidos.
O atentado
Na manhã de 11 de setembro de 2001, 19 integrantes da Al-Qaeda sequestraram quatro aviões comerciais em uma ação coordenada. Duas aeronaves atingiram deliberadamente as Torres Gêmeas, em Nova York; uma terceira colidiu contra o Pentágono, em Washington; e a quarta, que tinha como alvo a Casa Branca, caiu em Shanksville, na Pensilvânia, após a reação dos passageiros.
Linha do tempo dos ataques
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8h46 – O voo 11 da American Airlines atinge a Torre Norte.
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9h03 – O voo 175 da United Airlines se choca contra a Torre Sul.
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9h37 – O voo 77 da American Airlines atinge o Pentágono.
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9h59 – A Torre Sul desmorona.
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10h03 – O voo 93 da United Airlines cai em Shanksville, Pensilvânia.
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10h28 – A Torre Norte colapsa.
