Vale e região: Homicídios caem no Vale Histórico, mas avançam no Litoral Norte
Os homicídios no Vale do Paraíba apresentaram comportamentos distintos ao longo do último ano. Enquanto municípios do Vale Histórico registraram queda expressiva nos assassinatos, cidades do Litoral Norte e os maiores centros urbanos da região encerraram o período com alta na violência letal.
Segundo dados da SSP-SP (Secretaria da Segurança Pública de São Paulo), a região contabilizou 278 homicídios e oito latrocínios no ano passado. Ambos os indicadores ficaram abaixo dos números de 2024, quando foram registrados 295 homicídios e 15 latrocínios, apontando uma redução geral nos crimes letais.

Queda expressiva no Vale Histórico
Entre os municípios do Vale Histórico, algumas cidades conseguiram reduzir de forma significativa o número de assassinatos. Guaratinguetá apresentou a maior queda, com redução de 70%, passando de 30 para 9 mortes. Aparecida registrou diminuição de 13%, de 15 para 13 casos, enquanto Potim reduziu os homicídios em 38%, de 13 para 8.
Cruzeiro, que já figurou entre as cidades mais violentas do estado, também apresentou melhora, com queda de 22% nos homicídios, de 23 para 18 registros.
Alta preocupa em Lorena e no Litoral Norte
Na contramão da tendência regional, Lorena manteve crescimento da violência e encerrou o ano com aumento de 35% nos homicídios, saltando de 20 para 27 mortes. Com isso, o município passou a liderar o ranking da taxa de homicídios do estado de São Paulo.
No Litoral Norte, os dados mostram comportamentos opostos entre os municípios. Caraguatatuba registrou queda de 37%, com 19 homicídios, ante 30 em 2024. Já Ubatuba teve alta de 79%, com os assassinatos passando de 14 para 25. São Sebastião também fechou o ano em elevação, de 9 para 11 mortes, o que representa crescimento de 22%.
Crescimento nas maiores cidades do Vale
Entre os maiores municípios da região, os números indicam avanço da violência letal. São José dos Campos registrou aumento de 43% nos homicídios, de 23 para 33 casos. Em Taubaté, o crescimento foi de 23%, com os registros subindo de 22 para 27 mortes.
