Vale e Litoral: Exportações superam R$ 19 bilhões em 2026, mas região registra déficit na balança comercial
A Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte (RMVale) movimentou US$ 3,68 bilhões (R$ 19,05 bilhões) em exportações entre janeiro e maio de 2026, resultado que representa crescimento de 5,76% em comparação com o mesmo período de 2025, quando o volume exportado alcançou US$ 3,48 bilhões (R$ 18,01 bilhões).
Os números foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
Apesar do avanço nas exportações, as importações cresceram em ritmo ainda maior. Nos cinco primeiros meses do ano, a RMVale importou US$ 3,83 bilhões (R$ 19,84 bilhões), valor 21,53% superior ao registrado no mesmo intervalo do ano passado, quando as compras internacionais somaram US$ 3,15 bilhões (R$ 16,33 bilhões).
Com esse desempenho, a região encerrou o período com um déficit de US$ 154,46 milhões (R$ 798,59 milhões) na balança comercial. No mesmo período de 2025, o cenário era diferente, com superávit de US$ 325 milhões (R$ 1,68 bilhão).
Especialistas apontam que fatores internacionais, como mudanças tarifárias anunciadas pelos Estados Unidos e conflitos geopolíticos em diferentes regiões do mundo, contribuíram para influenciar o desempenho do comércio exterior regional.
São José segue líder nas exportações
Mesmo apresentando retração, São José dos Campos manteve a liderança entre os maiores exportadores da RMVale. O município embarcou US$ 1,09 bilhão em produtos para o mercado internacional entre janeiro e maio deste ano, resultado 3% inferior ao registrado no mesmo período de 2025, quando as exportações alcançaram US$ 1,13 bilhão.
Na segunda posição aparece Ilhabela, impulsionada pelo setor petrolífero. O município ampliou suas vendas externas em 7%, passando de US$ 841,67 milhões para US$ 901,78 milhões.
Já Jacareí registrou queda de 14% nas exportações, com movimentação de US$ 249,17 milhões, ante US$ 290,46 milhões no mesmo período do ano passado.
Pindamonhangaba e Taubaté apresentam crescimento expressivo
Entre os destaques positivos estão Pindamonhangaba e Taubaté, que registraram avanços significativos nas vendas ao exterior.
Pindamonhangaba teve crescimento de 31,61%, passando de US$ 467,36 milhões para US$ 615,07 milhões em exportações.
Em Taubaté, o aumento foi de 11,96%, com as vendas internacionais subindo de US$ 312,07 milhões para US$ 349,40 milhões.
Outra cidade com forte presença no setor de petróleo, São Sebastião, registrou retração de 16% nas exportações. O município exportou US$ 176,30 milhões nos primeiros cinco meses de 2026, contra US$ 209,98 milhões no mesmo período do ano anterior.
Balança comercial apresenta resultados distintos entre municípios
Os dados mostram cenários diferentes entre as principais cidades exportadoras da região.
São José dos Campos encerrou o período com déficit de US$ 183,31 milhões na balança comercial. Taubaté também registrou saldo negativo, de US$ 130,80 milhões.
Por outro lado, Pindamonhangaba apresentou superávit de US$ 330,98 milhões, enquanto Jacareí fechou com saldo positivo de US$ 80,99 milhões.
Em Ilhabela, o superávit atingiu US$ 901,75 milhões, resultado influenciado pelo baixo volume de importações do município.
Já São Sebastião registrou o maior déficit entre as cidades citadas, encerrando os cinco primeiros meses de 2026 com saldo negativo de US$ 535,21 milhões.

