Vale do Paraíba: Visitantes são impedidos de entrar em presídios de Tremembé, Taubaté e Caraguatatuba após fiscalização
A Polícia Penal do Estado de São Paulo informou que três unidades prisionais do Vale do Paraíba registraram ocorrências durante o último fim de semana, dias 18 e 19, envolvendo familiares de detentos que tentavam realizar visitas.
Os casos aconteceram nos presídios de Tremembé, Taubaté e Caraguatatuba, durante os procedimentos de inspeção realizados com escâner corporal. Em todas as situações, os visitantes tiveram o acesso negado após o equipamento apontar imagens consideradas suspeitas.

Tremembé
No sábado (18), uma mulher foi impedida de entrar na Penitenciária 1 “Dr. Tarcizo Leonce Pinheiro Cintra”, no Complexo Penal de Tremembé.
Segundo a Polícia Penal, a visitante, companheira de um detento, apresentou alterações nas imagens registradas pelo escâner corporal. Ela negou estar transportando qualquer material irregular e recusou a realização de exames complementares em uma unidade de saúde para esclarecer o resultado da inspeção.
Diante da recusa, a administração da unidade instaurou um procedimento administrativo para suspender o cadastro da visitante, conforme prevê o Regimento Interno Padrão da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP).
Taubaté
No domingo (19), uma mulher de 28 anos, companheira de um preso do Centro de Detenção Provisória (CDP) “Dr. Félix Nobre de Campos”, também teve a entrada barrada.
A inspeção realizada pelo escâner corporal apontou alterações nas imagens. A visitante negou portar objetos ilícitos e recusou o encaminhamento ao pronto-socorro para exames complementares.
Assim como no caso registrado em Tremembé, o CDP abriu expediente administrativo para a suspensão do nome da mulher no cadastro de visitantes da SAP.
Caraguatatuba
Também no domingo (19), a mãe de um detento do Centro de Detenção Provisória (CDP) “Dr. José Eduardo Mariz de Oliveira”, em Caraguatatuba, foi impedida de entrar na unidade.
A mulher, de 37 anos, apresentou imagens consideradas suspeitas durante a inspeção no escâner corporal. Conforme a Polícia Penal, ela recusou a realização de exames médicos complementares em uma unidade de saúde.
Diante da situação, a direção da unidade adotou os procedimentos previstos pela SAP e instaurou processo administrativo para suspensão do cadastro da visitante.
Procedimentos seguem protocolo da SAP
Segundo a Polícia Penal, nos três casos foram seguidos os protocolos estabelecidos pelo Regimento Interno Padrão da Secretaria da Administração Penitenciária, que prevê a abertura de procedimento administrativo quando o visitante se recusa a realizar exames complementares após a identificação de imagens suspeitas no escâner corporal.
