Vale do Paraíba: preço da cesta básica cai pelo segundo mês seguido e chega a R$ 2.884
O preço médio da cesta básica no Vale do Paraíba caiu pelo segundo mês consecutivo em agosto. Segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (3) pelo Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais (Nupes), da Universidade de Taubaté (Unitau), a redução foi de 1,05% em relação a julho.
O valor médio passou de R$ 2.914,80 para R$ 2.884,10, uma diferença de R$ 30,70 no período. Em julho, a cesta já havia registrado queda de 2,53%.
Apesar das duas reduções consecutivas, o preço ainda acumula alta de 0,99% nos últimos 12 meses, o equivalente a R$ 28,17 a mais.
Em 2026, o levantamento registra cinco meses de aumento — de fevereiro a junho — e três períodos de queda: janeiro, julho e agosto. Na comparação com dezembro de 2025, quando a cesta custava R$ 2.843,64, o valor atual está R$ 40,46 mais alto.

Pesquisa acompanha 44 produtos
A cesta analisada pelo Nupes reúne 44 produtos, sendo 32 itens de alimentação, sete de limpeza e cinco de higiene pessoal.
Os preços são coletados semanalmente em 16 supermercados de São José dos Campos, Taubaté, Caçapava e Campos do Jordão.
Campos do Jordão tem cesta mais cara
Entre as quatro cidades pesquisadas, Campos do Jordão apresentou novamente o maior valor médio da cesta básica, de R$ 3.125,36. Mesmo assim, houve redução de 0,65% em relação a julho.
Já Taubaté registrou o menor preço médio, de R$ 2.764,98, após queda de 1,88% no mês.
Em São José dos Campos, a cesta ficou em R$ 2.839,20, com redução de 0,12%.
Em Caçapava, o valor chegou a R$ 2.807, queda de 1,61% na comparação mensal.
Oferta de alimentos influencia preços
De acordo com o Nupes, a redução observada em agosto está relacionada a dois fatores principais.
Um deles é a continuidade da acomodação dos preços iniciada em julho. O outro é o aumento da oferta de hortaliças e tubérculos, impulsionado pela chegada da chamada safra das águas.
Esse cenário contribuiu para quedas mais expressivas em produtos como batata inglesa, cebola e alface.
Mandioca teve maior alta em agosto
Embora a média regional tenha recuado, alguns produtos ficaram mais caros no período.
Os maiores aumentos registrados foram:
- Mandioca: +10,61%;
- Mamão formosa: +8,52%;
- Fubá de milho: +3,87%.
Por outro lado, três produtos apresentaram as maiores reduções de preço:
- Batata inglesa: -29,35%;
- Cebola: -15,07%;
- Alface: -10,83%.
Cesta compromete 35,58% da renda familiar
A queda no preço médio também reduziu levemente a parcela da renda das famílias destinada à compra da cesta básica.
Em agosto, o custo representou 35,58% da renda familiar, ante 35,96% em julho.
Segundo o Nupes, a redução está diretamente relacionada à queda do valor da cesta no período. Como não houve alteração no salário mínimo, a diminuição do custo dos produtos ampliou de forma marginal a parcela da renda disponível para outras despesas, como saúde, educação, transporte e demais gastos essenciais.
Apesar do recuo registrado nos últimos dois meses, os dados mostram que o custo da cesta básica permanece acima do valor observado no fim de 2025.
