julho 20, 2026

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Vale do Paraíba: Júri popular de acusado por homicídio e estupro em Lagoinha é adiado para novembro

O júri popular de Edcarlos Oliveira Rocha, de 50 anos, acusado de dois crimes em Lagoinha, foi adiado. O julgamento, que estava marcado para esta terça-feira (21) em São Luiz do Paraitinga, foi remarcado para o dia 18 de novembro, segundo informou o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).

O adiamento ocorreu após um dos jurados informar que mantinha amizade com o filho de uma das vítimas, o que inviabilizou a continuidade da sessão.

Imagem: Reprodução

Crime envolveu homicídio, sequestro e estupro

Edcarlos é acusado de matar o ex-patrão, roubar uma fazenda e sequestrar e estuprar a filha da vítima em um caso que chocou a pequena cidade de Lagoinha, no interior paulista, em fevereiro de 2023.

De acordo com a Polícia Militar, o crime aconteceu em uma área rural e de difícil acesso. A esposa do fazendeiro relatou que foi chamada por um funcionário dizendo que o marido havia se ferido. Ao chegar ao local, ela encontrou o companheiro morto no curral e foi rendida pelo ex-funcionário, que a enforcou, amarrou e amordaçou.

Em seguida, o suspeito invadiu a casa principal da propriedade e sequestrou a filha do casal, levando a menina para uma área de mata, onde teria cometido o estupro.

Segundo o depoimento da criança à polícia, o homem a ameaçou com uma faca após ela tentar gritar por socorro. Aproveitando um momento de distração do agressor, a garota conseguiu fugir e pedir ajuda. Ela foi socorrida e levada a um hospital infantil, onde passou por atendimento médico. A mãe também conseguiu se soltar e foi resgatada logo depois.


Captura e investigação

Após o crime, equipes policiais realizaram buscas intensas na região de mata durante toda a noite. O acusado foi preso dias depois, após um cerco policial montado em Lagoinha e cidades vizinhas.

Edcarlos responde pelos crimes de homicídio, roubo, estupro de vulnerável, sequestro e cárcere privado, todos com agravantes de crueldade e impossibilidade de defesa das vítimas.

A Justiça decretou sua prisão preventiva em abril de 2023, além de determinar a quebra de sigilo bancário dele e de uma suposta namorada, investigada por possível envolvimento no crime.

Ainda segundo a investigação, o ataque teria sido motivado por um desentendimento financeiro entre o ex-funcionário e o fazendeiro.