Vale do Paraíba: Imóveis acima de R$ 500 mil concentram maior parte das vendas no mercado imobiliário
O mercado imobiliário do Vale do Paraíba registrou movimentos diferentes nos segmentos de compra e aluguel de imóveis em maio de 2026. Enquanto as vendas de imóveis residenciais usados tiveram redução de 10,64% na comparação com abril, o setor de locação apresentou alta de 33,87%, indicando continuidade da procura por moradia na região.
Os dados fazem parte de levantamento divulgado pelo Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo), que acompanha o comportamento do setor imobiliário.
Entre as vendas realizadas no período, os imóveis com valores acima de R$ 501 mil representaram a maior parcela das negociações, correspondendo a 30,3% dos negócios fechados.
A pesquisa também aponta participação relevante dos imóveis nas faixas entre R$ 201 mil e R$ 500 mil, que responderam, individualmente, por 18,2% das vendas. Já as unidades avaliadas em até R$ 200 mil representaram 15,2% das transações.
Segundo o levantamento, fatores como expansão urbana, oferta de serviços e localização estratégica das cidades da região continuam influenciando o comportamento dos compradores.

Casas lideram vendas e bairros fora dos centros ganham espaço
As casas tiveram uma participação ligeiramente maior nas negociações, com 53% das vendas, enquanto os apartamentos ficaram com 48%. O cenário indica uma divisão entre diferentes perfis de consumidores, incluindo famílias, investidores e pessoas que buscam praticidade na escolha do imóvel.
Outro ponto destacado pela pesquisa foi a preferência por bairros fora das áreas centrais. As chamadas demais regiões concentraram 68% das vendas, enquanto os bairros centrais ficaram com 24% e as áreas consideradas nobres representaram 8% dos negócios.
O financiamento também teve papel importante no mercado. Os contratos feitos pela Caixa Econômica Federal corresponderam a 34,1% das compras, enquanto outras instituições financeiras participaram de 12,2% das negociações.
As vendas realizadas diretamente entre compradores e proprietários chegaram a 36,6%, enquanto as compras à vista representaram 17,1%.
Em relação ao perfil dos imóveis comercializados, a maior parte das casas vendidas tinha dois dormitórios (52,9%), seguida por unidades de três dormitórios (23,5%). Nos apartamentos, os imóveis com dois dormitórios representaram 62,5% das negociações.
A maior concentração ficou em imóveis com área útil entre 51 e 100 metros quadrados.
Locações registram crescimento em maio
No mercado de aluguel, o cenário foi de expansão. O número de contratos de locação aumentou 33,87% em maio, segundo o levantamento.
As casas representaram 58% dos contratos, enquanto os apartamentos ficaram com 42%. Assim como nas vendas, os bairros fora das regiões centrais tiveram destaque, reunindo 44% das locações.
As áreas centrais responderam por 40% dos contratos e os bairros nobres por 16%.
A faixa de aluguel mais procurada ficou entre R$ 1.501 e R$ 2.000, responsável por 38,3% dos contratos. Na sequência aparecem os imóveis com valores entre R$ 1.001 e R$ 1.500, que representaram 25,5% das locações.
Entre as garantias utilizadas, o seguro-fiança foi adotado em 39,3% dos contratos, seguido pelo depósito caução (33,9%) e pelo uso de fiador (19,6%).
