Vale do Paraíba: cesta básica sobe em abril e registra maior alta em mais de um ano
O preço da cesta básica voltou a subir no Vale do Paraíba em abril de 2026 e registrou a maior alta mensal em mais de um ano, segundo estudo do Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais (Nupes), da Universidade de Taubaté.
De acordo com o levantamento, o aumento foi de 1,11% em relação a março. Em valores, o custo médio passou de R$ 2.872,38 para R$ 2.904,18, uma elevação de R$ 31,80 no período.

Alta é puxada por alimentos e fatores sazonais
Segundo o Nupes, o resultado reflete uma pressão inflacionária nos alimentos, influenciada por fatores como entressafra, além de custos de produção e logística.
A pesquisa abrange quatro cidades da região: São José dos Campos, Taubaté, Caçapava e Campos do Jordão — todas com aumento nos preços no mês.
Diferença entre cidades chega a quase R$ 270
Entre os municípios analisados, São José dos Campos registrou a maior alta percentual (1,85%), enquanto Taubaté teve a menor variação (0,40%).
Já Campos do Jordão segue com a cesta mais cara, custando R$ 3.073,61, enquanto Taubaté apresenta o menor valor, de R$ 2.806,87. A diferença entre as cidades chega a R$ 266,74, o equivalente a cerca de 9,5%.
Confira os valores:
- Campos do Jordão: R$ 3.073,61 (antes: R$ 3.029,21)
- Caçapava: R$ 2.872,20 (antes: R$ 2.852,66)
- São José dos Campos: R$ 2.864,02 (antes: R$ 2.812,05)
- Taubaté: R$ 2.806,87 (antes: R$ 2.795,60)
Produtos que mais subiram e os que recuaram
Entre os itens que mais pressionaram o custo da cesta em abril estão:
- Cenoura: +31,30%
- Cebola: +18,85%
- Batata inglesa: +14,30%
- Leite longa vida: +13,93%
- Tomate: +8,57%
Por outro lado, alguns produtos ajudaram a conter a alta:
- Abobrinha: -14,77%
- Mamão formosa: -8,02%
- Laranja pera: -5,83%
- Banana nanica: -4,31%
- Couve: -4,20%
Impacto no orçamento das famílias aumenta
Mesmo com leve queda no acumulado dos últimos 12 meses (-0,92%, equivalente a R$ 26,95), o peso da cesta básica no orçamento das famílias aumentou.
Em abril, o comprometimento da renda com alimentação subiu para 35,83%, acima dos 35,44% registrados em março.
O levantamento também indica que o grupo de alimentação segue como o principal componente do custo, representando mais de 90% do valor total da cesta.
