Vale do Paraíba: Acusado de matar ex-patrão e estuprar menina em Lagoinha será julgado por júri popular no dia 21
O homem apontado como autor de um crime brutal que chocou o interior paulista — envolvendo assassinato, roubo e estupro de uma criança de 11 anos em Lagoinha — será julgado por júri popular no próximo dia 21 de outubro, a partir das 9h.

O réu, Edcarlos Oliveira Rocha, de 50 anos, foi preso em fevereiro de 2023, uma semana após o crime, depois de ser encontrado em uma área de mata durante um intenso cerco policial.
Caso de grande repercussão
O julgamento deve se estender por mais de um dia, devido à complexidade do caso e ao número de testemunhas e vítimas envolvidas. Edcarlos responde por homicídio, roubo, estupro de vulnerável, sequestro e cárcere privado, com agravantes de crueldade e uso de meios que impediram a defesa das vítimas.
Em abril de 2023, a Justiça decretou a prisão preventiva do acusado até o julgamento e determinou a quebra de sigilo bancário dele e de uma mulher apontada como possível cúmplice.
Crime em área rural
De acordo com a Polícia Militar, o crime ocorreu em uma área rural de difícil acesso. A esposa do fazendeiro relatou que foi chamada por um funcionário dizendo que o marido havia se machucado. Ao chegar ao local, encontrou o companheiro morto no curral e foi rendida pelo ex-funcionário, que a enforcou, amarrou e amordaçou.
Em seguida, o homem invadiu a casa principal, sequestrou a filha do casal e a levou para uma área de mata, onde cometeu o estupro. A menina relatou que foi ameaçada com uma faca e conseguiu escapar quando o agressor se distraiu, correndo em busca de ajuda.
A criança foi levada a um hospital infantil e recebeu atendimento médico. A mãe conseguiu se libertar e foi resgatada logo depois.
Prisão e motivação
Após dias de buscas, o acusado foi capturado durante uma operação policial em Lagoinha e nas cidades vizinhas. Investigações apontam que o crime teria sido motivado por um desentendimento financeiro entre Edcarlos e o ex-patrão.
O caso foi registrado como homicídio qualificado, estupro de vulnerável e cárcere privado, e agora segue para julgamento pelo Tribunal do Júri de Taubaté.
