setembro 2, 2026

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Taubaté: Prefeitura prorroga prazo de chamamento para nova gestão do HMUT

A Prefeitura de Taubaté ampliou o prazo para que entidades interessadas assumam a gestão do HMUT (Hospital Municipal Universitário de Taubaté) apresentem propostas. Inicialmente previsto para terminar nesta sexta-feira (24), o prazo foi prorrogado até 8 de maio.

A decisão foi oficializada em publicação no Diário Oficial nesta quarta-feira (22).

Imagem: Reprodução

Justificativa envolve alto volume de questionamentos

Segundo o secretário de Saúde, Carlo Guilherme da Silveira e Lima, a prorrogação ocorre devido ao grande número de pedidos de esclarecimentos e impugnações durante o processo.

De acordo com o documento, a medida busca garantir que todas as manifestações sejam analisadas de forma técnica, transparente e igualitária entre os participantes.

Contrato atual envolve divergências entre Prefeitura e gestora

O atual contrato de gestão do HMUT foi firmado em julho de 2024 com a Santa Casa de Misericórdia de Chavantes, com custo estimado de R$ 112,8 milhões por ano (cerca de R$ 9,4 milhões mensais).

O acordo foi prorrogado por mais 12 meses em julho de 2025, já na gestão do prefeito Sérgio Victor.

Na renovação, foi incluída uma cláusula que permite à Prefeitura rescindir o contrato de forma unilateral, mediante aviso prévio de 30 dias.

Impasse entre as partes marcou a gestão atual

A alteração ocorreu em meio a divergências entre o município e a entidade gestora. A Prefeitura aponta que nem todos os serviços previstos estariam sendo realizados, enquanto a organização afirma haver atrasos nos repasses financeiros.

Novo contrato pode ter aumento de custos e serviços

O novo edital prevê um contrato de até R$ 132,3 milhões por ano (cerca de R$ 11 milhões por mês), o que representa um aumento de 17,3% em relação ao atual.

Segundo a Prefeitura, a nova proposta inclui ampliação de leitos e expansão dos serviços hospitalares.

Chamamento anterior foi considerado irregular pelo TCE

Em setembro de 2025, o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo apontou irregularidades no chamamento realizado em 2024, que resultou na contratação da atual gestora.

Entre os pontos citados estão:

  • Falta de comprovação de vantagem econômica da terceirização
  • Ausência de estimativas detalhadas de custos e metas
  • Falta de previsão de recursos humanos e materiais necessários
  • Não divulgação completa das entidades interessadas no processo