Taubaté: Funcionários do HMUT encerram paralisação após pagamento de salários
Os funcionários do Hospital Municipal Universitário de Taubaté (HMUT) encerraram, por volta das 11h desta quarta-feira (8), a paralisação iniciada às 7h, após a confirmação do pagamento dos salários. De acordo com os trabalhadores, os valores foram depositados durante a manhã e, apesar da mobilização, os atendimentos aos pacientes não foram interrompidos.
Segundo os funcionários, os salários deveriam ter sido pagos até o quinto dia útil de julho, mas o prazo não foi cumprido. Antes do depósito, os trabalhadores afirmavam não ter recebido uma previsão oficial para a regularização dos pagamentos, o que motivou a paralisação.
Ainda conforme os relatos, profissionais de diversos setores aderiram ao movimento. Para garantir a continuidade dos serviços essenciais, as equipes organizaram um sistema de revezamento, mantendo o funcionamento da unidade.
Os trabalhadores informaram que participaram da paralisação profissionais da enfermagem, laboratório, cozinha, Central de Material e Esterilização (CME) e setores administrativos.
Mesmo com a adesão de diferentes áreas, o atendimento ao público foi preservado durante toda a manhã, incluindo os serviços considerados essenciais da unidade hospitalar.

O HMUT é uma das principais referências da rede pública de saúde de Taubaté, concentrando atendimentos de urgência, internações, maternidade, pediatria, exames laboratoriais e serviços de apoio hospitalar.
Prefeitura afirma que cumpriu os repasses previstos
Em nota, a Prefeitura de Taubaté informou que não existem pendências financeiras relacionadas ao repasse mensal destinado à gestão do hospital no mês de julho.
Segundo a administração municipal, uma decisão do Poder Judiciário do Estado de São Paulo, recebida na segunda-feira (6), determinou que parte dos recursos destinados à Organização Social Santa Casa de Misericórdia de Chavantes, responsável pela administração do HMUT, fosse depositada diretamente em uma conta vinculada a um processo judicial.
Ainda de acordo com a Prefeitura, a ação judicial foi movida por uma empresa prestadora de serviços contra a organização gestora, e o restante dos recursos previstos para julho foi repassado normalmente à entidade.
Grupo Chavantes atribui atraso à retenção de recursos
Em manifestação, o Grupo Chavantes informou que a paralisação foi motivada pela insegurança financeira causada pela retenção de parte dos recursos destinados ao custeio da unidade.
A organização afirmou que o repasse mensal para a administração do hospital supera R$ 9 milhões, sendo que aproximadamente R$ 3 milhões correspondem à folha de pagamento dos profissionais.
Segundo a entidade, a retenção de parte dos valores comprometeu o fluxo financeiro necessário para o pagamento de salários, fornecedores, medicamentos, insumos hospitalares e demais despesas operacionais.
