Sob pressão do Governo Federal, presidente da Petrobras renuncia do cargo
Diante da pressão do Palácio do Planalto e do Congresso, o presidente da Petrobras, José Mauro Coelho, entregou o cargo nesta segunda-feira (20). A renúncia de Coelho, que assumiu o cargo em abril, pode ser acompanhada da saída dos conselheiros.
A nomeação de um presidente interino é examinada pelo Conselho.

Segundo uma fonte de dentro do governo, “ele já deveria ter saído na sexta-feira, mas prometeu anunciar hoje”.
A atual gestão da companhia virou alvo de intensos ataques por parte do presidente Jair Bolsonaro, do ministro-chefe da Casa Civil Ciro Nogueira e do deputado Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados, desde o anúncio de novo reajuste na semana passada.
O presidente da Câmara chegou a chamar o executivo de “ilegítimo”. “Não queremos confronto, não queremos intervenção. Queremos apenas respeito da Petrobras ao povo brasileiro. Se a Petrobras decidir enfrentar o Brasil, ela que se prepare: o Brasil vai enfrentar a Petrobras. E não é uma ameaça. É um encontro com a verdade”, postou Lira, em sua conta no Twitter.
O governo planeja indicar como substituto Caio Paes de Andrade, secretário especial de Desburocratização.
Além disso, o presidente Bolsonaro tem pressionado pela instalação de uma CPI sobre a política de preços da Petrobras e Lira reunirá o colégio de líderes nesta segunda-feira, na residência oficial da Câmara, para debater o tema.
