setembro 7, 2026

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SJC: Motorista de BMW envolvido em acidente que matou jovem é preso

O motorista Heitor Rabelo Stetner, que dirigia a BMW envolvida no acidente que matou o jovem Matheus Helfstein, de 20 anos, foi preso na manhã desta quarta-feira (22) em São José dos Campos. A prisão ocorreu após a Polícia Civil reunir novas provas periciais e testemunhais que indicam excesso de velocidade e suspeita de embriaguez antes da batida registrada na Via Dutra.

Imagem: Reprodução

Investigação aponta alta velocidade e consumo de álcool

Segundo o advogado da família da vítima, Marcelo Galvão, Stetner havia deixado um motel acompanhado de duas mulheres horas antes do acidente e conduzia o veículo embriagado em alta velocidade.

O laudo técnico confirmou que a BMW trafegava muito acima do limite permitido, fator considerado determinante para a gravidade do impacto com o carro de aplicativo em que estava Matheus.


Jovem morreu no local após ser arremessado

O veículo atingido, um Honda Fit, foi lançado contra o canteiro central da rodovia. Com a força da batida, Matheus foi arremessado para fora do carro e acabou atropelado por outros veículos, morrendo ainda no local.

O motorista do aplicativo permanece internado no Hospital Vivalle, em estado estável.


Caso pode ser enquadrado como homicídio doloso

A investigação está sob responsabilidade do 1º Distrito Policial de São José dos Campos, conduzida pelo delegado Reinaldo Check, com acompanhamento da Delegada Seccional Ana Lúcia Junqueira.

De acordo com a equipe jurídica que representa a família, a prisão de Stetner é considerada um passo decisivo para que o caso seja enquadrado como homicídio doloso — quando o motorista assume o risco de matar ao dirigir em condições ilegais ou sob efeito de álcool.

Outro lado

A defesa de Heitor Rabelo Stetner afirmou que a prisão temporária do investigado é ilegal e não se justifica diante das circunstâncias do caso.

Segundo o advogado Cristiano Joukhadar, que representa Stetner, não há fundamentos jurídicos que sustentem a decisão da Justiça.

“A defesa entende que a prisão foi manifestamente ilegal, porque não estão presentes os requisitos para a prisão temporária. No dia dos fatos, o investigado permaneceu no local, colaborou com as autoridades, compareceu espontaneamente à delegacia e realizou exames clínicos, que comprovaram que ele não estava embriagado”, declarou Joukhadar.