SJC: Justiça mantém prisão de suspeito por morte de motorista de aplicativo
A Justiça de São José dos Campos decidiu manter a prisão preventiva de Jonathan Eduardo Sousa Goulart, de 24 anos, suspeito de participação na morte do motorista de aplicativo Carlos Eduardo de Faria César, de 23. O crime, ocorrido em setembro de 2025, foi registrado como latrocínio (roubo seguido de morte).
Jonathan era procurado pela Justiça desde julho, após ter um mandado de prisão expedido pela Vara de Execuções Criminais do município. Ele havia sido condenado a três anos em regime aberto por furto qualificado. O suspeito se apresentou à polícia em setembro, acompanhado de um advogado, e segue detido desde então.

De acordo com o boletim de ocorrência, no dia do crime, Jonathan teria solicitado a um conhecido que recebesse, em sua conta bancária, um valor transferido via Pix — quantia que, segundo as investigações, foi obtida da vítima durante o crime. O homem que recebeu o dinheiro afirmou não saber da origem ilícita dos recursos.
Durante o inquérito, a noiva de Jonathan também foi ouvida. Ela relatou que o suspeito saiu de casa na madrugada de 6 de setembro com um amigo e retornou por volta das 5h, aparentando nervosismo. Ainda segundo o depoimento, ele afirmou ter ido “cobrar uma dívida” e receber um carro como pagamento, mas não soube explicar a origem da negociação.
O corpo de Carlos Eduardo foi encontrado na estrada do Pagador Andrade, em Jacareí, com três disparos de arma de fogo. Durante o percurso, os criminosos teriam realizado saques via Pix da conta da vítima. O veículo utilizado por Carlos foi localizado no Jardim das Flores, em São José dos Campos, e passou por perícia.
A Polícia Civil segue investigando o caso para determinar o grau de envolvimento de Jonathan e identificar possíveis outros participantes no crime.
