São Paulo: Tabela SUS Paulista amplia repasses para cirurgias cardíacas em até 215%, informa governo estadual
O programa Tabela SUS Paulista ampliou em até 215% os repasses destinados à realização de cirurgias cardíacas em hospitais filantrópicos e Santas Casas do estado de São Paulo. De acordo com o Governo de São Paulo, a iniciativa, criada em 2024 para complementar os valores pagos pela tabela federal do Sistema Único de Saúde (SUS), já destinou mais de R$ 10,5 bilhões a cerca de 800 instituições de saúde.
Segundo os dados divulgados pelo governo estadual, os recursos adicionais contribuíram para a reativação de mais de 8,4 mil leitos e para a realização de aproximadamente 3,5 milhões de cirurgias, maior volume registrado desde a implantação do programa.

Complementação busca reduzir impacto da defasagem da tabela federal
Conforme o governo paulista, a defasagem nos valores pagos pela tabela nacional do SUS vinha afetando o equilíbrio financeiro de hospitais conveniados, o que impactava a oferta de serviços e contribuía para o aumento das filas de atendimento.
Pela Tabela SUS Paulista, o Tesouro Estadual complementa o valor pago pelo governo federal sempre que um procedimento é realizado por hospitais participantes do programa.
Cirurgias cardíacas estão entre os procedimentos com maior reajuste
Entre os procedimentos que receberam maior complementação financeira está a correção da tetralogia de Fallot, uma cardiopatia congênita rara. O valor pago pelo procedimento passou de R$ 22.446,57, previstos na tabela federal, para R$ 70.706,70, o que representa um aumento de 215%.
Outros procedimentos também tiveram reajustes expressivos, entre eles:
- Angioplastia coronariana com implante de stent: de R$ 1.986,20 para R$ 6.256,53;
- Ablação de fibrilação atrial: de R$ 8.236,93 para R$ 25.946,33.
Já procedimentos como a revascularização do miocárdio (ponte de safena) passaram a contar com complementação de cerca de 80%, elevando o valor de R$ 14.232,28 para R$ 25.618,10.
Tratamentos e exames também recebem complementação
O programa também contempla tratamentos clínicos relacionados às doenças cardiovasculares durante internações hospitalares.
Segundo os dados oficiais:
- O tratamento de infarto agudo do miocárdio passou de R$ 588,12 para R$ 1.852,58;
- O tratamento da insuficiência cardíaca aumentou de R$ 699,46 para R$ 2.203,30.
Além disso, exames como eletrocardiograma e ecocardiograma tiveram reajustes de até 100%. O cateterismo cardíaco passou de R$ 730,04 para R$ 1.095,06, enquanto a cintilografia do miocárdio foi reajustada de R$ 408,52 para R$ 612,78.
Programa registra aumento no número de cirurgias eletivas
Dados divulgados pelo Governo de São Paulo mostram que, desde o início da iniciativa, cerca de R$ 8,3 bilhões foram destinados à complementação de internações hospitalares, correspondendo a 77,6% dos recursos aplicados. Outros R$ 2,4 bilhões financiaram procedimentos ambulatoriais, como cirurgias, terapias e exames diagnósticos.
Ainda segundo o balanço oficial, o número de cirurgias eletivas realizadas pelo SUS paulista passou de uma média anual de 700 mil procedimentos em 2022 para 1,3 milhão em 2025.
Na área de oftalmologia, as cirurgias do aparelho da visão cresceram de 333.826 procedimentos em 2022 para mais de 467 mil em 2025, um aumento superior a 133 mil cirurgias.
Programa foi ampliado para hospitais municipais
Criada inicialmente para atender hospitais filantrópicos, a Tabela SUS Paulista passou a incluir também hospitais municipais, alcançando mais de 100 unidades distribuídas por aproximadamente 70 municípios paulistas, conforme informações da Secretaria de Estado da Saúde.
O governo afirma que a ampliação busca reforçar o financiamento da rede pública e ampliar a capacidade de atendimento nas áreas de atenção básica e especializada.
Os valores repassados por meio do programa podem ser consultados pela população no portal da Secretaria de Estado da Saúde:
