agosto 21, 2026

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São José dos Campos: tenente-coronel da PM é preso por suspeita de feminicídio de policial militar

A Polícia Civil prendeu, na manhã desta quarta-feira (18), o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, investigado por feminicídio e fraude processual na morte da esposa, a policial militar Gisele Alves Santana.

A vítima foi encontrada morta com um tiro na cabeça, em fevereiro, dentro do apartamento do casal. O Policial Militar foi localizado e preso em seu apartamento no Jardim Paulista, na região central de São José dos Campos.

Imagem: Reprodução

Prisão ocorreu com apoio da Corregedoria da PM

Por volta das 8h12, um comboio com agentes da Polícia Civil e da Corregedoria da PM chegou ao imóvel, na rua Roma, no Jardim Paulista, onde o oficial foi localizado e detido.

Segundo a polícia, ele será encaminhado ao 8º Distrito Policial, na capital paulista, onde passará por interrogatório. Após os procedimentos, deve realizar exame de corpo de delito e, na sequência, ser levado ao Presídio Militar Romão Gomes.

Justiça Militar autorizou prisão após novos laudos

O pedido de prisão foi feito na terça-feira (17), com aval do Ministério Público de São Paulo, e acatado pela Justiça Militar. A solicitação também contou com manifestação favorável da Corregedoria.

A decisão foi baseada em novos laudos da Polícia Técnico-Científica, que apontaram indícios relevantes sobre o caso.

Perícia levanta dúvidas sobre versão inicial

Entre os elementos considerados estão a trajetória do disparo e a profundidade dos ferimentos, que, segundo a investigação, indicam que a morte não teria sido suicídio.

Os exames também apontaram que a vítima não estava grávida e não havia ingerido álcool ou drogas. Além disso, foram identificadas manchas de sangue em diferentes cômodos do apartamento.

O laudo necroscópico ainda revelou lesões no rosto e no pescoço da policial.

Caso segue em investigação

Apesar dos documentos já anexados — que somam cerca de 70 páginas — a polícia ainda aguarda resultados complementares do Instituto Médico Legal (IML) e do Instituto de Criminalística (IC) para concluir o inquérito.

O caso aconteceu no dia 18 de fevereiro e, inicialmente, foi registrado como suicídio, mas passou a ser investigado como possível feminicídio após decisão judicial.

Defesa e família apresentam versões divergentes

A defesa do tenente-coronel sustenta que a policial teria tirado a própria vida e afirma que aguarda a conclusão das perícias.

Já a família da vítima contesta essa versão e defende que Gisele foi vítima de feminicídio.

A expectativa é que o Inquérito Policial Militar (IPM) seja finalizado nos próximos dias.