São José dos Campos: Operação contra lavagem de dinheiro ligada ao PCC bloqueia R$ 2,5 milhões em bens
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) e a Polícia Civil deflagraram, na manhã desta quarta-feira (29), a Operação Conúbio, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao tráfico de drogas em São José dos Campos.
A operação é coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em conjunto com o Núcleo Especializado de Combate à Criminalidade Organizada (Neccold), da Polícia Civil.

Investigação tem relação com condenado da Operação Boate Azul
De acordo com o Ministério Público, a investigação apura a atuação de pessoas suspeitas de ocultar e movimentar recursos para um dos condenados na Operação Boate Azul, realizada em 2016.
Na ocasião, o investigado foi condenado por crimes relacionados ao armazenamento de drogas e armas para um ex-integrante da facção Primeiro Comando da Capital (PCC), apontado pelas autoridades como responsável pelo tráfico de drogas na região sul de São José dos Campos.
Segundo o MPSP, um dos alvos da operação desta quarta-feira já havia sido condenado na Operação Boate Azul pelos crimes de tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo e falsidade ideológica, com pena fixada em 13 anos e dois meses de prisão.
Movimentações financeiras e imóveis estão sob investigação
Conforme as investigações, o Gaeco e a Polícia Civil identificaram movimentações patrimoniais e negociações imobiliárias consideradas incompatíveis com a renda declarada pelos investigados.
Ainda segundo o Ministério Público, o grupo teria utilizado uma pessoa jurídica para ocultar a origem e a propriedade de bens e valores que seriam provenientes de atividades criminosas.
Justiça determina bloqueio de bens e cumprimento de mandados
Ao todo, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça.
Além das buscas, a decisão judicial determinou o bloqueio de veículos, imóveis de alto padrão e outros bens, até o limite de R$ 2,5 milhões, como forma de preservar eventual reparação patrimonial ao longo das investigações.
O caso segue em apuração pelo Ministério Público e pela Polícia Civil.
