São José dos Campos: mulher é morta a facadas após discussão envolvendo TikTok
Uma mulher de 33 anos foi morta a facadas dentro de uma residência na Vila Tesouro, na região leste de São José dos Campos, na tarde de segunda-feira (12). A vítima foi identificada como Tatimara Pereira da Silva. O companheiro dela, de 47 anos, confessou o crime aos policiais militares e afirmou que a discussão que antecedeu o ataque envolveu desavenças relacionadas à rede social TikTok.
Segundo o boletim de ocorrência registrado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), a Polícia Militar foi acionada pelo Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) após relatos de uma briga entre o casal e pedidos de socorro.
Ao chegarem ao imóvel, localizado na Rua C, os policiais encontraram Tatimara caída no chão, com ferimentos provocados por um objeto perfurocortante. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Corpo de Bombeiros foram mobilizadas, mas a morte foi constatada no local.

Suspeito foi localizado em praça após buscas
O homem não estava na residência quando os policiais chegaram. Após buscas pela região, ele foi encontrado entre dez e 15 minutos depois em uma praça no Jardim Copacabana, a poucos quarteirões do local do crime.
Conforme o registro policial, o suspeito estava sem camisa, aparentava nervosismo e apresentava manchas de sangue nas mãos.
Durante a abordagem, ele admitiu ter atingido a companheira com dois ou três golpes de faca, após uma discussão relacionada ao aplicativo TikTok.
A faca utilizada no ataque, com cabo de madeira, foi apreendida pela perícia sobre um móvel próximo ao corpo da vítima. Segundo o boletim, o objeto estava no local indicado pelo próprio investigado.
Os celulares do casal e as roupas com manchas de sangue também foram recolhidos para análise técnica.
Investigado tem condenação anterior por homicídio
De acordo com os registros da Polícia Civil, o homem é egresso do sistema prisional. A folha de antecedentes aponta uma condenação definitiva por homicídio qualificado, com pena de 14 anos de reclusão, relacionada a um processo de 2005. A execução da pena foi extinta em 2019.
O documento policial ressalta, porém, que não há confirmação de que o crime anterior tenha ocorrido em contexto de violência doméstica ou feminicídio.
Polícia pede prisão preventiva
A Polícia Civil confirmou a prisão em flagrante do suspeito por feminicídio consumado, no contexto de violência doméstica. Não houve arbitramento de fiança.
A Delegacia de Defesa da Mulher solicitou à Justiça a conversão da prisão em flagrante em preventiva. Entre os argumentos apresentados estão a gravidade do caso e o histórico criminal do investigado, considerados pela autoridade policial na avaliação da necessidade de manutenção da prisão.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil.
