julho 21, 2026

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São José dos Campos: MP denuncia vereadores por suposto discurso discriminatório e pede indenização

O Ministério Público ingressou com uma ação na Justiça contra os vereadores Anderson Senna (PL) e Lino Bispo (PL), de São José dos Campos, por supostos discursos discriminatórios contra a comunidade LGBTQIA+.

A Promotoria pede que cada parlamentar seja condenado ao pagamento de R$ 94,9 mil por danos morais coletivos, além da retratação pública na tribuna da Câmara.

Imagem: Reprodução

Falas ocorreram durante sessão em 2025

Segundo o Ministério Público, as declarações foram feitas durante sessão realizada em 7 de agosto de 2025, quando era discutido um projeto relacionado à comemoração do Dia das Mães e Dia dos Pais nas escolas municipais.

De acordo com a ação, os discursos teriam questionado uniões homoafetivas e feito associações consideradas discriminatórias, o que motivou a abertura do procedimento.

Representação foi apresentada por deputada

Após a repercussão das falas, a deputada federal Erika Hilton encaminhou representação ao Ministério Público, apontando possível violação de direitos fundamentais e promoção de discurso de ódio.

Vereadores negam irregularidades

Durante a investigação, os vereadores negaram a prática de discriminação. Segundo eles, as manifestações estariam amparadas pela liberdade de expressão e pela imunidade parlamentar.

O Ministério Público também chegou a propor um acordo para retratação, mas, sem manifestação dos envolvidos, optou por ajuizar a ação.

Processo será analisado pela Justiça

A ação foi protocolada neste mês e será analisada pela 8ª Vara Cível de São José dos Campos. Ainda não há prazo definido para julgamento.

O vereador Anderson Senna não havia se manifestado até a última atualização. Já Lino Bispo afirmou que não cometeu irregularidades e declarou que suas falas foram uma defesa de posicionamento pessoal sobre família.

MP aponta possível violação à Constituição

Na ação, o Ministério Público sustenta que as declarações podem ter ultrapassado os limites das prerrogativas parlamentares, ao atingirem princípios constitucionais como:

  • dignidade da pessoa humana
  • igualdade de direitos
  • proibição de discriminação

O caso segue em tramitação e pode ter novos desdobramentos conforme o andamento judicial.