julho 31, 2026

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São José dos Campos: Haddad cita investigação envolvendo ex-comandante da PM e faz críticas ao governo Tarcísio

O candidato ao Governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), esteve em São José dos Campos na noite desta quinta-feira (30), onde participou de um encontro com lideranças e apoiadores do partido no Vale do Paraíba. Durante o evento, o petista fez críticas à gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e abordou temas ligados à segurança pública.

Em seu discurso, Haddad mencionou a investigação envolvendo o coronel José Augusto Coutinho, ex-comandante-geral da Polícia Militar de São Paulo, que deixou o cargo em abril deste ano após ser citado em um inquérito conduzido pela Corregedoria da corporação.

Segundo o candidato, o episódio levanta questionamentos sobre a gestão da segurança pública no estado. A declaração foi feita durante o ato político realizado em São José dos Campos.

Imagem: Reprodução

Entenda o caso

O coronel José Augusto Coutinho comandou a PM paulista entre 2023 e abril de 2026. Ele deixou o cargo e solicitou transferência para a reserva da corporação.

O nome do oficial aparece em uma investigação que apura a atuação de policiais militares em um suposto esquema de segurança privada clandestina para dirigentes da empresa de ônibus Transwolff, alvo da Operação Fim da Linha, do Ministério Público de São Paulo.

A investigação apura possíveis crimes como lavagem de dinheiro, fraudes em licitações e organização criminosa. A empresa é investigada por suposta ligação com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC).

De acordo com o inquérito, um sargento da PM relatou, em depoimento, uma conversa que teria mantido com Coutinho quando ele ainda era major e comandava a Rota. O militar afirmou que o então oficial teria conhecimento sobre a realização de atividades particulares de segurança.

Defesa e posicionamento da PM

À época, a defesa de José Augusto Coutinho afirmou que a simples citação do nome do coronel em uma investigação não representa comprovação de responsabilidade ou participação em irregularidades.

A Polícia Militar de São Paulo informou que não comenta investigações em andamento, mas ressaltou que eventuais desvios de conduta são apurados com rigor técnico, observando o devido processo legal.

Após a saída de Coutinho, o comando da corporação passou a ser exercido pela coronel Glauce Anselmo Cavalli, primeira mulher a assumir o posto de comandante-geral da PM paulista em quase 200 anos de história da instituição.