Prejuízo incalculável com obras de arte e peças históricas destruídas após invasão em Brasília
A invasão e depredação de prédios dos três poderes em Brasília no domingo (8) causou diversos prejuízos a obras de arte e peças históricas localizadas nos prédios atacados pelos criminosos.
Em entrevista à TV Brasil, o diretor de curadoria dos Palácios Presidenciais, Rogério Carvalho, afirmou que o valor do que foi destruído é incalculável pela história que representa.

Criminosos que invadiram o o Salão Nobre do Planalto danificaram o quadro “As Mulatas”, do pintor carioca Di Cavalcanti, que possui um valor estimado em R$ 8 milhões.
Os vândalos também destruíram “O Flautista”, escultura de bronze do artista paulista Bruno Giorgi, avaliada em R$ 250 mil, ficava no 3º andar do Planalto, onde está localizado o gabinete presidencial.

Um relógio de pêndulo do século 17, dado de presente pela Corte francesa a Dom João 6º, foi totalmente destruído pelos invasores.
Segundo o Planalto, restam apenas dois relógios feitos por Balthazar Martinot no mundo. O segundo está no Palácio de Versalhes, mas tem metade do tamanho do exemplar que foi destruído no Brasil.

A escultura de granito, de 1961 do artista plástico mineiro Alfredo Ceschiatti, que fica diante do palácio do Supremo Tribunal Federal (STF) foi pichada pelos criminosos.
Os criminosos também picharam e destruíram outras obras de arte nas sedes dos três poderes, durante a invasão.
“O valor do que foi destruído é incalculável pela história que representa. O acervo é uma representação de todos os presidentes que representaram o povo brasileiro nesse longo período que se inicia com JK. Esse é o seu valor histórico”, disse o diretor de curadoria dos Palácios Presidenciais, Rogério Carvalho.
