Preço da cesta básica em abril tem quarta alta consecutiva no Vale do Paraíba, diz Nupes
O preço da cesta básica em abril nas cidades do Vale do Paraíba apresentou elevação de 3,01%, mantendo a trajetória de alta dos meses anteriores, muito próxima do mês de março que foi de 3,79%.
O valor em abril foi R$ 2.575,93 sendo maior que no mês de março, que foi de R$ 2.500,64.
A pesquisa foi divulgada pelo Nupes (Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais), da Unitau (Universidade de Taubaté) nesta quinta-feira, 5.

O resultado do mês de abril indica uma persistência das pressões de custos das cadeias produtivas e logísticas, mesmo com a queda da demanda, indicando resistência por ser o quarto mês seguido de alta dos preços este ano de 2022.
As altas dos preços, nos últimos quatro meses teve influência dos problemas climáticos, como o excesso de chuva, no entanto, o fator decisivo vem sendo a elevação dos custos de produção com insumos mais caros e os maiores gastos com a logística de distribuição devido à alta no preço dos combustíveis.
CIDADES
A cidade de Campos do Jordão, na Serra da Mantiqueira, continua apresentando a cesta mais cara da região com valor médio de R$ 2.635,40, acompanhada de Caçapava com valor médio de R$ 2.613,23 e Taubaté com valor médio de R$ 2.558,07.
São José dos Campos continua sendo a cidade com a cesta mais barata na região, custando em média, R$ 2.497,03.
A diferença de Campos do Jordão para com São José dos Campos foi de 5,54%, valor de R$ 138,37.

ALIMENTOS
Dos produtos que apresentaram as maiores altas de preços, a batata sofreu um aumento de 28,66% no valor comparando-se com o mês de março, seguido pelo leite de caixa (10,71%) e o tomate (10,01%).
Já na contramão estão o mamão formosa, que teve uma redução de 13,18%, a cenoura com uma queda de 8,35% e o alho que recuou em 2,51%.

Os produtos alimentícios continuam sendo os vilões da alta dos preços em abril.
De acordo com análise do Nupes, “dentre os diversos motivos para tal comportamento dos preços dos produtos alimentícios, destacam-se os reflexos do aumento no volume de chuvas que continuam refletindo nas condições de produção no setor de hortifruti, principalmente nos estados de Minas Gerais, Bahia, Espirito Santo e São Paulo.”
“As condições internas de produção relacionadas aos custos dos insumos, assim como os custos dos insumos produtivos, continuam a pressionar os custos nas grandes regiões produtoras, respondendo assim pelas flutuações elevadas da oferta e a consequente alta para os consumidores”, diz o Nupes.
Ainda de acordo com os pesquisadores do Nupes, “os problemas climáticos e períodos de safra e entressafra, também, são responsáveis por essas variações a seguir os motivadores para as altas nos preços, assim como os motivadores para baixa dos preços dos produtos de destaques em abril de 2022”.
